As ruas é que vão dizer se Lula concorre ou não em 2014

Atualizado em 10 de julho de 2013 às 9:35

O país terá que retornar à normalidade para que se saibam os reais impactos dos protestos em Dilma.

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Ainda é cedo para saber se ele concorre ou não

Vai-se falar muito, nos próximos dias, sobre a pesquisa do Datafolha que diz que Lula venceria no primeiro turno.

Mas haverá mais calor que luz nos debates.

A pesquisa foi feita durante o ápice dos protestos, e isso gera um retrato obviamente distorcido pelas circunstâncias excepcionais.

Dilma, como era de esperar, perdeu intenções – momentaneamente, repita-se – em quantidade copiosa.

Mantidos os números, o que é certo que não ocorrerá quando se esvaziarem as ruas, ela teria que disputar o segundo turno com Marina.

Marina haveria mesmo de se dar bem em face de um protesto contra um sistema esclerosado de política com o qual ela não está associada.

E Lula é Lula, um presidente que deixou o poder depois de oito anos com uma aprovação de 80%.

Dilma pode ser trocada por Lula?

É claro que sim. Mas isso será uma decisão muito mais das ruas do que do PT.

O que vai determinar a troca, ou não, serão as pesquisas de intenção de voto.

Mas não estas, que pecam pela excepcionalidade da ocasião, e sim as que forem feitas quando a rotina se restabelecer.

Antecipar qualquer coisa, a esta altura, pertence ao terreno do palpite e da torcida.

Fatos. Fatos novos. Só assim poderemos ter uma noção mais precisa de como deverão estar preenchidas as cédulas eleitorais em 2014.