América Latina rechaça em peso ameaça de Trump à Venezuela

Postado em 13 de agosto de 2017 às 11:03 am

 

 

Do DW:

As declarações em tom de ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que uma ação militar seria uma opção para a crise na Venezuela foi recebida com rechaço por países latino-americanos – ainda que sem citar diretamente Washington.

Na sexta-feira, de férias em seu campo de golfe em Nova Jersey, Trump disse que os EUA têm várias opções para a Venezuela, incluindo a militar. “Temos tropas em todo o mundo, em lugares muito distantes. A Venezuela não é muito distante, e as pessoas estão sofrendo e morrendo.”

Em nota divulgada pelo Itamaraty e assinada pelos demais países do Mercosul (Paraguai, Uruguai e Argentina), o Brasil reafirmou que os únicos instrumentos aceitáveis para a promoção da democracia são o diálogo e a diplomacia.

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Em tom parecido se manifestou o governo do México, que declarou sua rejeição “ao uso ou à ameaça de uso da força” nas relações internacionais: “A crise na Venezuela não pode ser resolvida através de ações militares, internas ou externas.”

Além disso, o México citou que no último dia 8 de agosto, 17 países, entre eles o Brasil, assinaram a Declaração de Lima para condenar a ruptura da ordem democrática na Venezuela  e para não reconhecer a instauração da Assembleia Nacional Constituinte.

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A declaração de Trump foi dada às véspera da visita de seu vice, Mike Pence, à América Latina, onde passará por Colômbia, Argentina, Chile e Panamá. Segundo o governo Maduro, o objetivo americano é arrastar a América Latina inteira para um conflito armado.

 

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