Como Bolt, outro campeão se despede sem a glória tão desejada

Postado em 12 de agosto de 2017 às 8:35 pm
Mo Farah: o que era não é mais.

Na Roma antiga, os generais romanos voltavam das jornadas vitoriosas com um soldado ao seu lado, que tinha a obrigação de lhe dizer no ouvido, enquanto a multidão o aclamava, flores eram atiradas, as trombetas soavam: “Senhor, toda glória é efêmera”. Este é uma das grandes lições do esporte (há tantas outras): toda glória é efêmera. O que era não é mais e, ao se despedir, tudo o que o campeão gostaria é de levar para casa a última medalha, o último troféu. Não deu para Usain Bolt, o maior de todos os tempos, agora aposentado. No mesmo dia em Londres, no Mundial de Atletismo, outro campeão se despede sem a última glória esperada, desejada, sonhada. É Mo Farah, um britânico que se tornou quase uma lenda: 10 medalhas de ouro, duas de prata nas provas para meio fundistas. Ele perdeu para um jovem etíope, Muktar Edris, na prova dos 5 000 metros e não escondeu a decepção. Desde o primeiro título mundial, em em 2011, ele nunca havia perdido este de prova. Caiu na pista, foi consolado pelos demais competidores. O que era não é mais, e ele sabe disso. Melhor do que ninguém.

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