Glamour em aeroportos?? A falta de noção da professora que ridicularizou um homem no Santos Dumont

image

 

O advogado Marcelo Santos, que foi ridicularizado pela professora Rosa Marina Meyer, da PUC do Rio, por estar de regata e bermuda no aeroporto Santos Dumont, publicou uma resposta em seu Facebook:

Boa tarde. Gostaria de agradecer as mensagens calorosas dos amigos, neste momento. Na oportunidade, informo que estava chegando de viagem de um cruzeiro internacional e tinha conhecimento do calor que estava no Rio de Janeiro, ocasião em que estava com trajes casuais. Ademais, por estar de férias, no Rio de Janeiro, não tinha porque estar usando terno e gravata apenas para usar um meio de transporte. Informo, também, que os comentários infelizes das pessoas na página do Facebook já estão sendo alvo de análise pelos meus colegas do escritório e, certamente, serão tomadas as medidas legais. É lamentável perceber que isso partiu de pessoas ligadas a educação de nosso país. Com efeito, apenas vem descortinar o preconceito existente por muitas pessoas que se julgam melhor apenas por questão de aparência.

Santos foi preciso ao dizer que lamenta que a presepada tenha partido de pessoas ligadas à educação. É um pouco mais triste. Rosa Marina se achou no direito de fotografar um sujeito sem que ele soubesse ou quisesse; de publicar; e de tirar um sarro dele, como se estivesse no boteco com as amigas.

Como legenda, tascou: “Aeroporto ou rodoviária?” Os colegas fizeram a festa: “O glamour foi pro espaço”, disse uma. Rosa Marina: “Para glamour falta muito! Está mais para estiva!”. Outra ainda acrescentou: “O pior é quando esse tipo de passageiro senta exatamente do seu lado e fica roçando o braço peludo no seu, porque – claro – não respeita (ou não cabe) nos limites do assento”.

Mas não é apenas falta do que fazer, maldade, burrice e preconceito. É também uma confissão de provincianismo e deslumbramento. Desde quando aeroportos são lugares “glamourosos”? Em que planeta esse pessoal vive?

Há décadas aeroportos servem para você entrar num voo e viajar de um ponto a outro, só. Não, não são diferentes de uma rodoviária, com a exceção de que os ônibus atualmente estão bem melhores do que aviões.

Se você estiver em Orly, Heathrow, JFK, Miami — onde for — vai encontrar não apenas viajantes de diferentes classes sociais, mas vestidos da maneira que consideram confortável para encarar a viagem.

A comida é ruim, o serviço de bordo está cada vez pior, o ar da aeronave é seco e cheio de bactérias, o banheiro está sempre ocupado, as chegadas e partidas atrasam, as aeromoças e comissários não estão interessados em seus problemas. O Santos Dumont, especificamente, está atingindo a temperatura de 55 graus no verão. Tudo muito sofisticado.

As piadas de Rosa Marina e seus companheiros estão na sintonia do hoje clássico artigo de Danuza Leão sobre o porteiro de seu prédio. Danuza, caso você não se lembre, se queixava de que Paris não era a mais a mesma desde que o moço da portaria passou a poder ir também para a França. Os franceses não estão desolados.

É a nostalgia de um mundo que, por sorte, não existe mais há um tempo, que só fazia sentido nas propagandas da Varig e em que um bando de caipiras e cabeças ocas ainda acreditam.

Categorias
Sociedade

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.
  • Luiz Neto

    Que coisa legal, o camarada é instruído, deu uma resposta elegante e vai tomar as medidas legais cabíveis. Essa “professora” deve ser comadre daquela “doida ao redor” do entrevero do cineasta com o Batman.

    • Lili Pateta

      Êêêêêêpa! Será que a mulher ao redor é comadre da doutora? Que babado, hein! Hahahaha!

      • Luiz Neto

        Elas formariam um time legal… “Essa regata vermelha é comunista, ninguém percebe isso?”

  • Ygor Coelho Soares

    Eu já tenho é um “preconceito invertido” contra pessoas como essa professora: só sendo muito cafona e matuta para ainda achar que aeroporto é um local de chiqueza e refinamento, e não um local onde se amontoam pessoas, fazendo o chatíssimo check-in e esperando no salão de embarque, para esperar um meio de transporte rápido e de longa distância. Enxergar glamour e um momento especial de chiqueza numa mera ida de avião para algum lugar é o cúmulo da real falta de noção do que é verdadeiramente refinado e glamouroso. Coisa de gentinha provinciana mesmo.

    P.S: O cara, aliás, estava muito bem vestido para enfrentar a onda de calor insuportável do Rio de Janeiro, ou será que já não é hora de o Brasil começar a perceber que é um país tropical e que, portanto, a correlação entre roupas mais confortáveis e a situação do clima é fundamental e, fôssemos um pouco menos provincianos, até questão de “elegância”? Mas não. Ainda insistimos em copiar modelos criados para climas temperados totalmente diversos do nosso, muito menos do verão do Centro-Sul brasileiro, que é de longe um dos mais quentes (gerando verdadeira “inversão térmica” na geografia, com temperaturas frequentemente bem superiores às do Norte-nordeste).

    • Mosh Ben Sadiqin

      Os alunos deles (professores) deveriam ir de regata e chinelo de dedos para ver a reação deles. E uma faixa : “Glamour na universidade” (principalmente na universidade pública – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro [UNIRIO]). Uma vez fui dar um rolezinho no shopping barra de salvador de chinela e bermuda e aí meu primo me deu a dica: “veja como os vendedores olham pra você, de cima a baixo, como se estivessem medindo”. Daí foi dito e feito, quando vinham me atender, faziam seu raio X. Depois desci para tomar um cappuccino (glamour) em uma lanchonete que nem me lembro nome, simplesmente fui ignorado, aí fui no restaurante vizinho e lá eles me atenderam. Em minha cidade no interior eu costumo andar assim, quase uma práxis dos Coxinhas usarem infravermelho. O choque é que os chamados educadores não tem a sensibilidade para romper a ideologia elitista que domina os subterrâneos da nossa cultura-sociedade. Segundo Chauí, pelo que entendi ao le-la, a teoria pode ajudar contra essa ideologia, mas nesse caso não. Por isso, como chave de leitura para esse evento Gramsci tem mais a nos ensinar: cada grupo social tem seus intelectuais orgânicos. Preconceito não é falta de educação formal, é falta de sensibilidade humana, cidadania, equidade, respeito, ética, solidariedade (e tudo que há de bom). Eu pergunto, Xerazade (no persa) faltou na disciplina de Moral, Ética e Legislação, ou foi insensível? Os professores universitários são ignorantes, ou lacaios da elite que pagam para continuar a cultura representativa? E o reitor da universidade pública Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) pensa o que da sua instituição (glamour)? Opa!

      • Ygor Coelho Soares

        Excelente comentário. No entanto, muito me surpreende essa postura da professora e de outros educadores universitários, porque não sei como funciona em outras Universidades por aí “afora”, mas estudei 5 anos no Direito – um dos cursos para profissões certamente mais exigentes em termos de formalismo e vestuário – da Universidade Federal do Ceará (UFC), e a grande maioria dos alunos, enquanto não estagiavam (momento no qual passavam a ter de usar roupas mais formais para ir da faculdade direto para o estágio), usava e usa simplesmente bermuda, chinelo ou tênis simples e uma camisa ou mesmo camiseta. Roupas extremamente informais e casuais até para aguentar o calor de Fortaleza e o trajeto de ida e volta, considerando que boa parte vai de ônibus, e isso, embora no passado, décadas atrás, tenham me dito que não era assim, é hoje perfeitamente aceito pelos professores e diretores da instituição, que são em boa parte juízes, desembargadores, promotores, etc. Ou seja, há meios de se quebrar esse padrão mesmo nos locais onde há uma tradição formal mais arraigada.

        Claro, hoje, estando formados, infelizmente até portarias literalmente obrigam os profissionais do Direito a usar roupas sociais – quando não até terno e gravata! – nos órgãos públicos, o que acho um absurdo no clima tropical do Brasil (especialmente no do Nordeste, que simplesmente não tem inverno, mas temperaturas extremamente regulares sempre entre seus 22 e 32ºC), mas fazer imposições do tipo até em ambiente universitário já contamina o ambiente com elitismo e formalismo num nível muito mais intenso e pernicioso.

        • Mosh Ben Sadiqin

          Valeu Ygor. Mas a questão do vestuário é só um camada dessa cebola. Lembra do professor da UFBA e seu comentário sobre os baianos? E eu soube de outros casos do facebook, professores homofóbicos em uma universidade estadual, na Bahia. A universidade não é uma ilha, mas um microcosmos social. Trabalho nesse campo há um tempinho e sei como a banda toca. Uma vez uma aluna minha disse, porque não mandar os negros de volta para a África, porque ela se sentia obrigada a ensinar cultura e história africana e indígena e como ela evangélica, a resposta mais segura, na sua competência intelectual-moral. Administrar esse tipo de pensamento em uma universidade pública é muito difícil. O desafio nosso é ao mesmo tempo formar intelectuais-técnicos-cidadãos, nem sempre esse projeto funciona na academia, ou mesmo é natimorto. Continuamos…
          Na imprensa, por exemplo, lembra de Boris Casoy sobre gari, “no alto de sua vassoura”? Esses preconceitos são parte do cotidiano, como nossa indignação e não aceitar isso. Os professores, esses apresentadores, certos colunistas apenas reverberam o que sentem, que meios de comunicação passam, que a elite pensa. Não podemos aceitar, não podemos achar normativa essa sacanagem.

    • Artur Dias

      Ygor, você viu a nota emitida pela Vossa Magnificência?

      “O reitor da Unirio, professor Luiz Pedro San Gio Jutuca, lamenta a repercussão e a má interpretação de seu comentário em publicação na rede social Facebook e garante que não pretendeu, em momento algum, manifestar-se de forma preconceituosa ou ofensiva. A intenção foi apenas se referir ao estado dos aeroportos no país que não remete mais aos tempos passados, e não criticar qualquer pessoa ou comportamento. No entanto, o reitor reitera o pedido de desculpas àqueles que se sentiram ofendidos pelo comentário“.

      Ou seja: o comentário partiu da página particular que ele mantém no Facebook, mas a nota foi emitida em terceira pessoa; se não tivesse havido repercussão, ele não teria o que lamentar; o problema não está no que ele disse, e sim nas pessoas que não souberam interpretar; a passagem “seu comentário em publicação na rede social Facebook” denota uma tentativa de subordinar o comentário a uma publicação supostamente externa; ele diz ter se referido ao estado dos aeroportos em uma alusão ao passado (quando indesejados não frequentavam?) mesmo sem ter feito quaisquer observações técnicas; ainda assim, ele reitera o pedido de desculpas àqueles que se sentiram ofendidos (leia-se, àqueles que não souberam interpretar o comentário).

      Ridículo!

      http://m.oglobo.globo.com/educacao/reitor-da-unirio-diz-que-se-referia-mau-estado-de-aeroportos-quando-comentou-foto-de-passageiro-11532276

      • sayuri

        Jutuca cutuca a ferida! Mexeu,mais fedeu. Decente seria se fosssem sumariamente despedidos .

      • Ygor Coelho Soares

        Que nota ridícula. Melhor teria sido não dizer nada.

  • Silvio Pelegrini

    “Mas não é apenas falta do que fazer, maldade, burrice e preconceito. É
    também uma confissão de provincianismo e deslumbramento. Desde quando
    aeroportos são lugares glamourosos? Em que planeta esse pessoal vive?”

    Perfeito. A jequice da nossa elite é insuperável.

  • Lili Pateta

    Caipiras? Caipira é matuto, simples, mas tem a sabedoria das pessoas que vivem no mato, conhecimentos que os urbanos nem imaginam. Esse grupo mal educado e intolerante está mais para novo rico ou elite digna de coluna social (parte do jornal mais cafona), turmeenha com jeiteenho Danusa de ser.

  • Naravan

    Pow pow, lasco tia Rosa hahah

  • Marcia Oliveira

    Quanta gente instruída e atrasada,preconceituosa, reacionária. A começar pela professora e a terminar com o Reitor.

  • Alfredo Sampaio

    É , Kiko, é o pessoal saudoso de quanto existiam fronteiras. Não existem mais senzalas, mas a divisão continuava, de forma implícita. Existiam lugares demarcados, onde você podia se sentir diferente. Mas aí as universidades deixaram de ser exclusividade das elites. Depois, foram os aeroportos. Agora, imagine, esse povo quer até frequentar o JK Iguatemi, shopping contruído para abrigar gente diferenciada. Por causa desse raciocínio, o trânsito de São Paulo é um lixo. Primeiro porque ninguém quer um metrô eficiente. Metrôs eficientes levam pobres para todo lugar. Segundo porque o último símbolo de diferenciação que sobrou foi o carro. Quem vai deixá-lo em casa? Não tenho termo de comparação para afirmar com certeza, mas a elite brasileira deve ser a mais burra e perversa do mundo.

    • Felipe Martins

      Alfredo, não é que eu discorde de você, na verdade entendi o espírito do seu comentário, mas tem coisas muito senso comum nele:

      “Mas aí as universidades deixaram de ser exclusividade das elites.” Na realidade as melhores universidades com os cursos mais concorridos continuam exclusividade de uma elite restrita, que pode pagar cursinhos e se dedicar três anos de ensino médio apenas para tal finalidade.

      “Agora, imagine, esse povo quer até frequentar o JK Iguatemi, shopping construído para abrigar gente diferenciada. Por causa desse raciocínio, o trânsito de São Paulo é um lixo.”

      Você cita São Paulo, até entendo, mas toda situação envolvendo as pessoas do texto se deu no Rio de Janeiro. O JK é realmente símbolo de uma meio de vida, de um status para poucos, mas o Cidade Jardim é o mais elitista de São Paulo.

      “Segundo porque o último símbolo de diferenciação que sobrou foi o carro.”

      Não acho. O carro ainda é um tipo de status só na cabeça de alguns. Qualquer um compra um carro hoje, não precisa ser rico como era necessário um tempo atrás.

  • Lila

    Ou helipóptero hehehe

    • andre i souza

      hê-hê

  • Edemar Motta

    Essa professora professa a ideologia do Conselho Federal de Medicina.

  • Palmyos Kazama

    Eu gosto deste blog e de alguns posicionamentos. De verdade!
    Seria perfeito se não defendessem o PT.
    Essa Rosa Meyer é um jeca. Perdeu a chance de ficar calada e se fingir de glamourosa.

    • Erika K Nakamura

      Você conheceu o Tokio e Massako Kazama? Já são falecidos..

  • Lila

    Livres pensares:

    1) Educação formal nunca foi nem é sinônimo de educação fundamental. Uma pessoa pode ser alfabetizada, letrada e versada em qualquer área do conhecimento acadêmico e não necessariamente ser um primor de respeito aos demais. Muitas vezes acontece mesmo de os níveis de arrogância e orgulho serem diretamente proporcionais ao grau acadêmico. Já li o relato de uma Doutora que discutiu com a secretária de um médico com quem tinha consulta marcada, que se referia ao patrão como “doutor”: a titulada queria saber se o médico tinha a mesma graduação que ela. Conhecimento se conquista na escola; finesse, não.

    2) O ambiente do Santos Dumont está longe de ser glamouroso. As aeronaves, idem, como já muito bem evidenciado em outros comentários.

    3) Será se a reação da profa. Daniela seria a mesma se ao lado dela se sentasse, por exemplo, o Tony Ramos de camiseta?

  • Zapper

    Cara, essa ‘fessora’ se sente privilegiada por viajar de avião. Deixa ela, se isso é o ‘máximo’ pra ela. A estupidez pode estar ao alcance de todos. É muito nanismo intelectual e de espírito. Infelizmente.

  • kikonogueira

    É o uso consagrado do termo, Luiz. Nada contra os caipiras reais, evidentemente. Abs.

  • Mosh Ben Sadiqin

    Os alunos deles (professores) deveriam ir de regata e chinelo de dedos para ver a reação deles. E uma faixa : “Glamour na universidade” (principalmente na universidade pública – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro [UNIRIO]). Uma vez fui dar um rolezinho no shopping barra de salvador de chinela e bermuda e aí meu primo me deu a dica: “veja como os vendedores olham pra você, de cima a baixo, como se estivessem medindo”. Daí foi dito e feito, quando vinham me atender, faziam seu raio X. Depois desci para tomar um cappuccino (glamour) em uma lanchonete que nem me lembro nome, simplesmente fui ignorado, aí fui no restaurante vizinho e lá eles me atenderam. Em minha cidade no interior eu costumo andar assim, quase uma práxis dos Coxinhas usarem infravermelho. O choque é que os chamados educadores não tem a sensibilidade para romper a ideologia elitista que domina os subterrâneos da nossa cultura-sociedade. Segundo Chauí, pelo que entendi ao le-la, a teoria pode ajudar contra essa ideologia, mas nesse caso não. Por isso, como chave de leitura para esse evento Gramsci tem mais a nos ensinar: cada grupo social tem seus intelectuais orgânicos. Preconceito não é falta de educação formal, é falta de sensibilidade humana, cidadania, equidade, respeito, ética, solidariedade (e tudo que há de bom). Eu pergunto, Xerazade (no persa) faltou na disciplina de Moral, Ética e Legislação, ou foi insensível? Os professores universitários são ignorantes, ou lacaios da elite que pagam para continuar a cultura representativa? E o reitor da universidade pública Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) pensa o que da sua instituição (glamour)? Opa!

  • Lila

    E uma tarântula cabeludérrima, então???? brrrr rsrs

    • Edinaldo

      kkk… deve ser mesmo!

  • Lila

    Menina, aí quem ia querer sentar ao lado dele era eu! hihihi

  • helcio dias de sa

    Calma ,gente, È muito pior do que vocês imaginam, Fui garçom e comissário de bordo há 45 anos. Havia um cerimonial, uma liturgia com frasqueiras e frescuras mil, frequentar teatro também exigia um “manejo” senão o gado não entrava.Gente como Danuza Leao e outros bichos entopem o nosso cotidiano. Não somos educados pela fessora em questão somos obrigados a suporta-las, engolir com casca e tudo, um desse “logos”(sociologos, psicologos), metidos a besta deveria debruçar na questão e procurar saber porque existe evasão escolar entre os pobres, são práticos e vao para escola com esperança de aprender e não sentar vendo as costas do outro sentado a frente e um cérebro avançado ali desfilando desconhecimento,preconceitos e decorebas. Há 45 anos o proprietário de 15 747 desceu em Viracopos com aquela camisa estampada horrorosa com uma meia social mais feia ainda ,um sapato cor goiaba e uma bermuda pavorosa, naquele tampo quem determinava era o cartel midiático então era chique debochar das pessoas, sou do tempo que pobre não entrava em loja com vitrine e anuncio procurando trabalhador exigia ‘”Boa aparência”…a culpa era minha ,fui garçom de gente chique, onde a imundície, estupidez, e miséria humana é maquiada.

  • Renata Gomes

    E ainda é professora, da Puc? Ficou reparando no passageiro e tirou foto sem que ele soubesse, depois postou aqui. Tenho raiva e pena de pessoas como essa professora. Que deveria passar valores de respeito apo próximo, de igualdade, de bem estar social etc. Infelizmente tem muita gente no Brasil que se comporta como essa mulher. É patético acharem que embarcar num avião é como se estivesse indo pra uma festa de gala. Ninguém ensinou pra ela que se deve viajar o mais confortável e simples possível. Isso que é elegante! Só de pensar que ao chegar em Heathrow certa vez, vi mais de um passageiro, brasileiro ou estrangeiro de chinelo de dedos, bermuda e regata e ninguém fica reparando. Vontade de voar pra lá correndo, já que por mais que evolua, estejamos melhores em vários setores, não nos livramos de comportamentos como o dessa mulher.

  • Saulo Londres

    Perfeito , Kiko. O terrível é que a quantidade de pessoas que age assim e pensa assim , é muito maior do que se imagina. Aeroporto e glamour , aeroporto e status , há uma parcela importante de brasileiros , que desenvolveu uma forma imbatível de se caracterizar , como o cretino definitivo. Abs

    • kikonogueira

      Abração, Saulo!

  • sayuri

    E dai? Ofendido? Sou caipira gosto de caipiras e nao me ofendo por isso. Privilegio enorme ter vivido em contato com a natureza, pense nisso.

  • sayuri

    Conheco um Marcelo Santos de Carvalho, advogado honestissimo e competente que nao perde uma, se for quem penso , serao cruxificados esses ignorantes que se acham chiquerrimos.

  • DarkChildOfTheMoon

    Palitó pra mim, é moda pra cadáver…
    Ainda que o aeroporto fosse um local de glamour, chic ou qualquer coisa parecida, ninguém tem nada a ver com o fato de outrem vestir bermuda e chinelo.
    Essa é a sociedade elegante em que idosos e crianças são maltratados, florestas são “depenadas”, policiais não respeitam lei, professores não ensinam a pensar, políticos e juízes, da mais miserável estirpe de caráter, são chamados de excelência.

  • Thiago

    Eu vi outro dia num blog de humor que esse senhor é dono de um escritório de advocacia e já está consultando seus colegas sobre um provável processo com as pessoas que fizeram o comentário. Ele tinha acabado de voltar de um cruzeiro internacional e como sabia que no Rio estava muito quente foi de bermuda para o aeroporto. Só digo que esse pessoal se deu mal… muito mal.

  • http://luccorreia.blogspot.com Luciano Correia

    Hahaha… “No boteco com as amigas”! Esta senhora é de botecos, barracos, bodegas. Vê-se pelo jeitão.

  • Clovis Pacheco F.

    Invertendo a óptica da argumentação, segundo a qual há
    passageiros e passageiros de aeroportos, alguns que se julgam os legítimos donos
    de tal signo de status, os componentes do já conhecido 1% da sociedade, e os
    demais 99%, que só podem estar nos aeroportos na condição de varredores e que
    tais, podemos desenvolver o raciocínio de que há professores e professores.

    Os que se parecem com a tal “fessôra” que reclamou, são dos
    tais que surgiram nos últimos 50 anos, resultantes da política educacional do
    governo da ditadura. Quase todos, aliás, são formados por aquelas baiúcas que
    se parecem com as Casas Pernambucanas, “uma em cada bairro e muitas pelo
    Brasil, para melhor servir á distinta clientela”.

    Como é que essa gente virava professor? Comprando diploma,
    que não havia outro jeito. Não tinham cultura, não tinham formação filosófica, não
    conheciam literatura, história, geografia, não conheciam ciência nenhuma cujo
    nome terminava em ia…

    Salvo raríssimas e honrosíssimas exceções, saíram e saem
    todos uma calamidade! E continuem até hoje aumentando a catástrofe, por sua
    parte, enquanto o governo faz o resto, com sua nefasta política, que hoje bem
    pouco difere da que os milicos fizeram.

    E esta é a grande massa do magistério brasileiro de desde a chegada
    dos milicos ao poder e do coronel Jarbas Passarinho ao Ministério da Educação e
    à sua nefasta política universitária. Ou “majistério”, como já vi escreverem…

  • Morgana Gibelli

    Kkkkkkk essa necessidade de “chiquesa” é tãããão coisa de pobre que quer se fazer de gente requintada, quer se achar melhor que os outros e pagou mico ü

  • Bombou na Web

    O advogado já passa sufoco a semana toda em um terno, normal que fique mais à vontade. Agora ,se ela achasse ele atraente tinha até gostado. Preconceito duplo, social e de peso ( e ele nem obeso é )

  • ChaVi

    Essa senhora e seus amigos glamurosos não tem a menor ideia do que é ter classe.

  • Lothar Santos

    Gente que nunca viaja de avião, como essa infeliz professora, quando viaja se sente assim como se fosse o máximo. Oras toma jeito.

  • Maria Luz

    Com certeza!! Não importa se ele é um advogado ou não.. pois quando a imagem estava sendo compartilhada no fb, ninguém sabia a posição social/educacional dele e mesmo assim todos acharam muito injusto a atitude dela. Agora que sabem que ele é um advogado e tal, a repercussão ficou maior, pq atingiu o outro lado tbm..
    E se ele fosse um simples cidadão pobre, mereceria ser ofendido assim? Coitado daquele que viaja do lado de uma pessoa igual a ela, azeda e preconceituosa.
    (me lembrou um vídeo sobre o racismo, que acontece em um avião, de uma senhora incomodada…)

Posts relacionados