Na Cracolândia, uma coligação PCC-PSDB

Alckmin e Robinson dos Santos, presidente do MSTS
Alckmin e Robinson dos Santos, presidente do MSTS

Uma fonte do DCM nos enviou o curioso artigo abaixo:

 

No último dia 5 de agosto, o Denarc, da Polícia Civil de São Paulo, fez uma grande operação contra o que chamou de “comando do tráfico de crack” no centro de São Paulo, ligado ao PCC. Nessa operação, a polícia invadiu o prédio do Cine Marrocos, onde foram encontradas grandes quantidades de drogas e armas, inclusive um fuzil.

O prédio, de propriedade da Secretaria Municipal de Educação, é habitado por uma ocupação de um movimento autodenominado MSTS. Foram presas mais de 32 pessoas, inclusive algumas identificadas como chefes do tráfico. Entre estas, estava Robinson Nascimento dos Santos, presidente do MSTS e principal líder da ocupação do Marrocos.

No início dos anos 2000, ele participou de um movimento de moradia denominado MSTI (Movimento dos Sem Teto do Ipiranga), que tem forte presença em Heliópolis. Durante a gestão Serra-Kassab, Robinson rompeu com o movimento e criou o MSTS (originalmente denominado Movimento dos Sem Teto do Sacomã e atualmente chamado de Movimento dos Sem Teto de São Paulo).

Até 2012, com apoio velado da Secretaria da Habitação, Robinson promoveu algumas ocupações de prédios no centro. No início, utilizava-se nessas ocupações da bandeira da FLM (Frente de Luta por Moradia), mas logo entrou em divergência com os líderes desse movimento e tornou-se inimigo dele.

Com o início da gestão Haddad, o MSTS ampliou suas ações e novos prédios foram invadidos naquela região. Várias dessas ocupações foram objeto de ações de reintegração de posse. No dia 19/11/2014, na desocupação do Edifício Museu do Disco (R. Conselheiro Crispiniano, 311), Robinson, liderando a resistência do MSTS, ateou fogo ao prédio, que teve quatro andares destruídos. Robinson foi indiciado como principal suspeito no inquérito feito pela Polícia Civil para apurar a responsabilidade pelo incêndio.

O MSTS ocupou o edifício do Cine Marrocos em novembro de 2013. Em seguida, fez um protesto em frente à casa do prefeito Haddad e acampou em frente à prefeitura. Outros protestos e ações do MSTS continuaram ocorrendo.

Em abril de 2016, Robinson e o MSTS comandaram mais um acampamento no Viaduto do Chá, em frente à prefeitura.

Desde que acampou na frente da casa do prefeito Fernando Haddad e se colocou frontalmente contra ele, o MSTS sempre contou com uma cobertura simpática e benevolente da grande mídia. Em sua página na internet, o movimento se autopromove como “referência para grandes veículos de informação”, citando nominalmente Globo, Record, Gazeta, Veja, Estadão, Folha etc.

Entretanto, é possível apurar nas redações que a cobertura dedicada ao MSTS na verdade é estimulada pela ação de assessores de imprensa de uma grande empresa de assessoria ligada aos tucanos.

A polícia tucana diz que Robinson é do PCC. Mas a história prova que ele é tucano e é apoiado por eles. Será que é um caso de dupla militância partidária?

 

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