O mais indecente na resposta de Doria a Goldman é que vem de um sessentão agindo como moleque. Por Kiko Nogueira

O pior aspecto da maneira indecente como João Doria tratou Alberto Goldman é que ele mesmo, Doria, já é um senhor de idade.

Um sessentão de botox, visivelmente desequilibrado, xingando um octogenário. Vergonhoso.

Sinal de que o vídeo do vice presidente nacional do PSDB pegou na veia. Goldman afirma que o desafeto passa o tempo viajando e não assumiu a prefeitura.

“Diz que está trazendo alguma coisa para São Paulo. Não está trazendo nada. Até agora nada e nem vai trazer nada”, declara. 

“Os editais estão predeterminados para as empresas que vão ganhar. Todos são dirigidos. Esse é o homem que se diz puro, limpo e gestor.”

Doria preferiu desqualificar Goldman em sua resposta. É um “improdutivo, fracassado”. Coleciona “fracassos na sua vida” e agora vive de “pijama em casa”.

Faltou chamá-lo com todas as letras de “velho”. Ou “velho imprestável”. Em algum lugar no fundo de sua mente devia estar a palavra “judeu”. “Velho judeu”. Conseguiu segurar desta vez. Talvez solte a língua na próxima.

Doria vem incorporando mais e mais o estilo da milícia do MBL. A molecagem rasteira, fascistoide. O playboy babaca que se senta no fundo da classe, se acredita melhor que o professor e dá show para meia dúzia de débeis mentais como ele.

Não à toa o livro de Kim Kataguiri é intitulado “Quem É Esse Moleque Para Estar Na Folha?” — uma pergunta que ninguém fez, mas que ele formula em sua cabeça como sinal de precocidade.

Doria faz suas aplicações de toxina botulínica no rosto e está sempre com uma camisa polo alguns números menor, de modo a realçar os músculos.

Nada disso vai esconder o fato de que faz 60 anos em dezembro. Já humilhou Soninha, acusou jornalistas de ser “petistas”, classificou Dilma de “anta”. Faltava enxovalhar um idoso.

É esse o moleque que quer ser presidente.