O tema principal da aguardada reunião entre Temer e Trump: o tamanho das mãos deles. Por Kiko Nogueira

O aceno característico
Ele

 

O Palácio do Planalto divulgou uma nota sobre uma ligação de Temer para Trump na manhã de terça, dia 13.

“A conversa foi bastante amigável e positiva”, diz o comunicado, uma excrescência sabuja.

Segue: “O presidente eleito Trump apresentou condolências pelo acidente com o avião da Chapecoense e cumprimentou Temer pelas reformas e medidas para promover o crescimento do Brasil”.

No final: “Temer e Trump concordaram em lançar, imediatamente após a posse do novo presidente americano, uma agenda Brasil-EUA para o crescimento. Combinaram que as equipes se reunirão a partir de fevereiro para elaborar essa agenda”.

Ninguém deverá se surpreender se for outra lorota, como aquela sobre a reunião de cúpula dos BRICS que Michel simplesmente inventou que teve com Putin.

Não faz diferença. Temer, para Trump, é mais um mexicano vagabundo.

Um encontro entre os dois só serviria para trocar ideias a respeito de um traço fisionômico em comum: o tamanho das mãos.

Não é de hoje que fotos das mãozinhas de Michel circulam pela internet acompanhadas de comentários jocosos. Há dezenas de montagens, também.

Em março, as mãos de Donald viraram notícia depois que seu então rival na convenção republicana Marco Rubio questionou sua virilidade: “Vocês sabem o que eles falam sobre homens com mãos pequenas”, falou Rubio para um auditório lotado, que caiu na risada.

Até o vetusto Washington Post cobriu a polêmica e pediu a um especialista que verificasse se a história de que o empresário tinha mesmo mãos diminutas era verdadeira ou falsa. Conclusão: verdadeira.

Segundo o jornal, a mão dele é menor que a de 85% dos homens de seu país. Num discurso, DT foi obrigado a defender sua masculinidade: “Eu garanto a vocês, não há problema”.

O assunto não é novo. Nos anos 90, Donald foi chamado de “short fingered vulgarian” (“vulgar de dedos curtos”, numa tradução na raça) pela sensacional revista Spy.

O autor do apelido, o jornalista Graydon Carter, contou que ainda recebe emails de Trump em que ele tenta provar, inutilmente, que o epíteto é injusto.

Michel Temer tem uma miríade de problemas, e suas mãos não estão entre eles. Elas apenas ajudam a compor um personagem que ganha contornos mais e mais sinistros à medida em que nos aproximamos do Juízo Final.