facebook
rss
twitter
youtube
  • DESTAQUES
    • Video do dia
  • POLÍTICA
  • BRASIL
  • MUNDO
  • MIDIA
  • COMPORTAMENTO
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • Especiais DCM
O ESSENCIAL
“Mein Kampf”, de Hitler, é best seller na Alemanha de novo
A nova do prefeito de SP: Doria revê promessa de encerrar 2017 sem crianças na fila de creches
Bolsonaro negocia com Malafaia aliança para 2018
Reação à campanha “Gente Boa Também Mata” do governo federal é um desastre
Ex-mulher de atirador de Campinas registrou cinco boletins de ocorrência
Serrano: juiz que presos do AM chamaram para negociar é perseguido por parte do Judiciário
Manaus registra 3 rebeliões em menos de 24 horas com 56 mortes e fuga de presos
Com reforma da Previdência, 4 milhões poderão ganhar menos que um salário mínimo
Rebelião no maior presídio do Amazonas termina com ao menos 50 mortos
“Você matou a mamãe”, disse filho do atirador de Campinas antes de ser também executado

“Zezé Di Camargo me toca mais que Vinícius de Moraes”

Email
Tweet
Compartilhar


Postado em 31 Mar 2013
por : Elaine Cris
Comments: 120

Nossa colunista fala sobre o valor da música sertaneja e sua contribuição à música brasileira.

zeze

Encostada ao lado da porteira da pequena fazenda, reparo a terra pronta para o plantio e lembro: música sertaneja também é MPB. Mas a afirmativa parece ter dificuldade de ser verdadeiramente incorporada na realidade. E, por favor, não pense apenas em representantes clássicos como Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Rolando Boldrin, Tonico & Tinoco. Há uma parte da imensa fartura de talentos com os seus próprios contornos, expressões e interpretações intensas, passando por Zezé Di Camargo & Luciano chegando à Victor & Leo, Eduardo Costa e Cristiano Araújo.

Blogs, sites, jornais, revistas, programas de TV que se auto-definem “de conteúdo” ignoram o gênero tão querido pelo povo brasileiro e nas raras vezes que resolvem abordar não disfarçam o pouco caso. Alegam que o sertanejo que não é de raiz é imposto pelas rádios ou coisa assim.

Sinto muito, mas as pessoas podem escolher, afinal música variada é produzida em nosso país aos montes, e a maioria dos fãs optou pelo sertanejo há tempos. É só dar uma olhada em ingressos e discos vendidos, números de acessos na internet, audiência dos programas que recebem esses artistas.

Quando, no Brasil, predominava a MPB tradicional, bossa nova, jovem guarda ou pop-rock, não havia tanta reclamação como no momento em que o sertanejo tomou conta de boa parcela da situação. No passado só tocava em rádio AM. Ou seja, na hora que o pagode, axé, deliciosos calypsos, lambada e forró conquistaram espaço, aqueles que se dizem “intelectuais” reclamaram de maneira grosseira, separando a preferência da massa como se fosse de quinta categoria. Não é, nunca foi. Serviço mal feito, pois isso só propagou divisão e preconceito.

Ser caipira não tem nada de errado, como tentaram pregar por aí. Pelo contrário, para nós é um elogio, denota uma sabedoria que vem do coração sincero. O orgulho pela geração anterior está escancarado em cada novidade do sertanejo atual.

Como ainda podem dar credibilidade à uma canção de acordo com quem a interpreta? Se ela está na voz de alguém que veio do samba de raiz ou dos artistas da tropicália, por exemplo, é nobre; já se for um talento não arrebatado por tais referências não tem o menor valor cultural.

Me toca muito mais, apesar do lamento apaixonado não ser tão diferente: “Outra vez meu coração te procura/ Outra vez a solidão me tortura/ E eu aqui com essa saudade bandida/ Falta amor/ Falta você minha vida…” (Saudade Bandida de Zezé Di Camargo & Luciano), do que “Eu sei que vou te amar/ Por toda a minha vida eu vou te amar/ Em cada despedida eu vou te amar/ Desesperadamente eu sei que vou te amar…” – (Eu sei que vou te amar, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim). E nunca me deparei com algo tão especial no mundo como “Olhos de Luar” de Chrystian e Ralf!

Artistas mais recentes escutaram, amaram e se encantaram por infinitas modas dos caminhos da roça em épocas distintas, então misturaram sons, instrumentos diversos e transformaram em um jeito peculiar de criar. Claro que sinto falta das histórias e natureza poeticamente bem retratadas nas letras, mas sempre surge uma juventude resgatando a característica tão essencial. Luan Santana, no meio de suas apresentações, canta um modão antigo. Adolescentes costumam querer descobrir o original.

A gravadora, em geral, contrata depois de constatar o sucesso que o artista/ dupla faz. Inúmeros são os casos de trabalhos independentes serem um estouro, depois do boca-a-boca, nas pequenas rádios espalhadas pelos cantos do Brasil, que passam a lotar shows e só então surge o convite da gravadora. Não é regra, mas acontece bastante.

Qualquer estilo agrupa as músicas para sentir, sonhar ou aprofundar, ou mesmo para dançar e esquecer do cotidiano dolorido. Com a música sertaneja não é diferente.

Desejar ver a cultura que se carrega nas entranhas da formação e da alma, indicada, divulgada, revelada, incluída e respeitada nos meios de comunicação pensantes, questionadores, é um direito. Houve uma tendência de se valorizar só o tradicional ou uma cultura importada, padrão que, de uns tempos pra cá, vem caindo.

Não quero convencer ninguém a se tornar fã de musica sertaneja. Somente notar que, por parte do público, ela está sendo tratada com o cuidado que merece, sem separação, seja lá onde for.

Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui.

Clique aqui e assine nosso canal no youtube

Sobre o Autor
Eliane Cris é uma cabocla integrante da Comitiva Pantaneira, grupo que salva animais que não conseguem transpor as cercas nas temporadas de enchentes do Mato Grosso. É escritora e tradutora da ONG TakingITGlobal e sonha ver uma realidade de justiça e respeito às diferenças e limitações humanas.
  • google-share
Post anterior

Gol, o pequeno momento do futebol

Próximo post

O mico milionário do Lollapalooza

Leia também

0

Por que Temer quer matar os sites progressistas? Por Paulo Nogueira

Postado em 28 Dec 2016
, por Paulo Nogueira
0

2016 pode acabar: Roberto Carlos voltou a dizer “inferno”. Por Kiko Nogueira

Postado em 24 Dec 2016
, por Kiko Nogueira
0

Bresser: O objetivo da PEC 241 é reduzir o tamanho do Estado

Postado em 26 Oct 2016
, por Diario do Centro do Mundo
0

Como os franceses se livraram do jornalismo que assassina a reputação. Por Paulo Nogueira

Postado em 23 Oct 2016
, por Paulo Nogueira

Conheça as regras do debate

  1. “Mein Kampf”, de Hitler, é best seller na Alemanha de novo
  2. override-if-required

  3. A nova do prefeito de SP: Doria revê promessa de encerrar 2017 sem crianças na fila de creches
  4. override-if-required

  5. Bolsonaro negocia com Malafaia aliança para 2018
  6. override-if-required

  7. Reação à campanha “Gente Boa Também Mata” do governo federal é um desastre
  8. override-if-required

  9. Ex-mulher de atirador de Campinas registrou cinco boletins de ocorrência
  10. override-if-required

  11. Serrano: juiz que presos do AM chamaram para negociar é perseguido por parte do Judiciário
  12. override-if-required

  13. Manaus registra 3 rebeliões em menos de 24 horas com 56 mortes e fuga de presos
  14. override-if-required

  15. Com reforma da Previdência, 4 milhões poderão ganhar menos que um salário mínimo
  16. override-if-required

  17. Rebelião no maior presídio do Amazonas termina com ao menos 50 mortos
  18. override-if-required

  19. “Você matou a mamãe”, disse filho do atirador de Campinas antes de ser também executado
  20. override-if-required

  • Sobre o Diário
  • Expediente
  • Anuncie
  • Midia Kit
  • Panorama Mundial Internet
  • Fale Conosco