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Como a pavimentação permeável está mudando o combate às enchentes nas cidades

Cidade esponja. Foto: Divulgação

A adoção de pavimentação permeável tem ganhado espaço no urbanismo brasileiro ao dialogar com o conceito de “Cidades Esponja”, que prioriza a absorção da água da chuva em vez do simples escoamento. Tecnologias como concreto poroso e blocos intertravados drenantes conseguem filtrar até 90% da água precipitada, reduzindo a sobrecarga das galerias pluviais e o risco de alagamentos em áreas densamente urbanizadas.

Em cidades como Recife, o Plano de Ordenamento Territorial passou a incentivar esse tipo de solução como resposta às chuvas intensas e aos efeitos das marés. Além do impacto hidráulico, esses pavimentos apresentam menor retenção de calor do que o asfalto convencional, contribuindo para a redução das ilhas de calor em capitais como Belo Horizonte.

O custo de instalação ainda é um entrave, ficando cerca de 20% a 25% acima do pavimento tradicional. No entanto, diretrizes da Sudecap apontam que a economia com dragagem de canais e reparos após enchentes tende a compensar o investimento no longo prazo. A principal limitação segue sendo o uso em vias de carga pesada, já que a porosidade reduz a resistência sob o peso de ônibus e caminhões.