“Corrigir erro humano”: O antílope extinto há 200 anos que pode voltar à vida

A Colossal Biosciences, empresa norte-americana especializada em projetos de desextinção, pretende recriar o antílope-azul, espécie extinta na África do Sul por volta de 1800. O animal tinha pelagem prateada e azulada, cerca de 1,20 metro de altura e era menor que parentes vivos próximos, como o antílope-ruão e o antílope-sable.
O projeto usa DNA extraído de um espécime de pele empalhada guardado no Museu Sueco de História Natural, em Estocolmo. Segundo a empresa, os genomas do antílope-azul e do antílope-ruão são cerca de 98% semelhantes, o que permite identificar características genéticas específicas da espécie extinta. “Foram os humanos que fizeram isso. Os colonizadores europeus dizimaram a população de antílopes-azuis no Cabo em menos de 34 anos. Não há dúvidas sobre a causa e nem sobre a responsabilidade. Se temos a capacidade de corrigir esse erro, acredito que temos a obrigação de fazê-lo”, disse Ben Lamm, CEO da Colossal Biosciences.
A equipe trabalha agora na fase de edição genômica, introduzindo genes do antílope-azul em células do antílope-ruão. Depois das edições, os cientistas pretendem criar um embrião e avançar para a implantação, com gestação estimada em cerca de nove meses. A metodologia é semelhante à usada em projetos envolvendo o lobo-terrível. A Colossal também trabalha em tentativas de recriar espécies como mamute-lanoso, tilacino, dodô e moa.
