EUA executam assassino após quase 50 anos no corredor da morte

James Hitchcock, de 70 anos, foi executado nesta quinta-feira (30) na Penitenciária Estadual da Flórida, após quase 50 anos no corredor da morte. Condenado pelo assassinato de sua sobrinha, Cynthia Driggers, em 1976, Hitchcock se tornou um dos prisioneiros que passou mais tempo esperando pela execução nos Estados Unidos. Ele foi executado por injeção letal, conforme anunciado pelo Departamento de Correções do estado.
O caso de Hitchcock destaca o contínuo debate sobre a pena de morte nos Estados Unidos, que permanece vigente em vários estados. Com quase 50 anos no corredor da morte, Hitchcock foi uma das pessoas mais longevas na espera pela execução, o que chama a atenção para as críticas sobre o tempo excessivo de espera para a aplicação da pena. A execução de Hitchcock também ocorreu no mesmo dia da execução de James Broadnax, de 37 anos, no Texas.
Broadnax, que foi condenado em 2008 pelo assassinato e roubo de dois produtores musicais, Stephen Swan e Matthew Butler, também foi executado por injeção letal. O número de execuções nos EUA segue gerando controvérsia, com 47 pessoas sendo executadas em 2025, sendo a maioria delas por injeção letal.
Atualmente, 23 estados dos Estados Unidos aboliram a pena de morte, enquanto outros continuam a utilizá-la, provocando um constante debate sobre sua eficácia, ética e os longos períodos de espera nas sentenças. A execução dos dois homens é mais um capítulo de um debate que continua a dividir a opinião pública e os legisladores nos EUA.
