Ex-chefe de jornalismo da Globo acusado de corrupção se defende: “Não cometi crime”

Tyndaro Menezes, ex-chefe de Jornalismo Investigativo da Globo
Foto: Reprodução

Na última terça-feira (17), a TV Globo anunciou a demissão do chefe da equipe de Jornalismo investigativo da emissora, Tyndaro Menezes, após acusações de envolvimento em esquemas de corrupção. Em entrevista à Folha de S. Paulo, neste sábado (20), em sua defesa, o ex-funcionário do canal afirmou não ter cometido nenhum crime.

“A tentativa do empresário e do delegado de vender produtos hospitalares nunca foi concluída. Nenhuma empresa chegou a sequer ser aberta, portanto, eu não poderia ter recebido nenhuma comissão. Não negociei valores, percentuais ou coisa do tipo. Se cometi algum erro foi ético por ter apresentado o empresário ao delegado. Não sou acusado de nada ilícito ou ilegal”, declarou.

Tyndaro está sendo investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) após denuncia de suspeita de envolvimento com Ângelo Ribeiro de Almeida Júnior, ex-titular da Delegacia Fazendária fluminense, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na compra de insumos médicos.

Segundo o email divulgado pelo Gaeco, foi comprovado a participação de Menezes no esquema. No texto consta Ângelo citando Tyndaro, chamado de Tyn.

“Mas precisei ser recepcionado pela outra ponta da operação, para com sorte, ficar com 1% do valor de nota de compra. Se ainda fosse de venda. Ah! E dividir com Tyn obviamente”, diz o trecho destacado no documento.

Ainda segundo a investigação, que acontece desde 2018, há conversas por aplicativos de celulares que comprovam a parceria de Tyndaro com negócios com a Rede D’Or, com o ex-secretário de Saúde da gestão Sérgio Cabral (MDB) e com Sérgio Côrtes, que foi preso e condenado por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

Em nota, a Globo confirmou a demissão do jornalista e que está por dentro das investigações

“O profissional citado não está mais na empresa. A Globo não comenta questões relacionadas a Compliance. Reitera que tem um Código de Ética, que deve ser seguido por todos os colaboradores, e uma ouvidoria pronta para receber quaisquer relatos de violação. Todo relato é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento e as medidas necessárias são adotadas”, reiterou.

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Ezequiel Vieira:
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