Guitarrista do Queen descarta show nos EUA: ‘lugar perigoso’

Brian May, guitarrista do Queen, afirmou que não considera se apresentar nos Estados Unidos neste momento por avaliar que o país se tornou perigoso. Em entrevista ao Daily Mail, o músico lamentou a mudança de cenário. “É muito triste porque sinto que o Queen cresceu na América e nós adoramos isso, mas não é mais o que era. Todo mundo está pensando duas vezes antes de ir para lá”, disse.
Embora May não tenha citado casos específicos, a declaração ocorre em meio a protestos contra operações do ICE e denúncias de violência envolvendo agentes federais. Em Minneapolis, um homem de 37 anos, Alex Pretti, foi morto durante uma abordagem em ação anti-imigrantes. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que ele estava armado, mas vídeos verificados pelo The New York Times mostram que Pretti carregava um celular.
O episódio aconteceu semanas após a morte de Renee Nicole Good, baleada por um agente do ICE na mesma cidade. O contexto inclui ainda o aumento da violência armada nos Estados Unidos, com mais de 400 pessoas mortas em tiroteios em massa apenas no ano passado, segundo levantamentos oficiais.
A fala de May se soma a cancelamentos recentes de artistas internacionais. O britânico Piri suspendeu sua turnê citando “o que está acontecendo no país agora”, enquanto o pianista András Schiff mencionou “mudanças políticas sem precedentes”. Bad Bunny também deixou os Estados Unidos fora de sua turnê por receio de deportações de latinos. Atualmente, o Queen está em hiato desde o fim da turnê Rhapsody, encerrada em 2024.
