Juíza morre com hemorragia após coleta de óvulos em clínica de fertilização

A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, morreu nesta quarta-feira (6) após complicações registradas depois de um procedimento de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Segundo boletim de ocorrência, ela realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira (4), recebeu alta por volta das 9h e voltou para casa, mas passou a sentir fortes dores e sensação de frio. Com a piora, a mãe levou Mariana de volta à clínica por volta das 11h.
No retorno, a magistrada relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou uma hemorragia vaginal. O médico fez os primeiros atendimentos e realizou uma sutura para tentar conter o sangramento. Depois, Mariana foi encaminhada à Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada às 17h e foi levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No dia seguinte, 5 de maio, ela passou por uma cirurgia às 21h, mas o quadro clínico evoluiu de forma grave. Na madrugada desta quarta, sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e teve a morte confirmada às 6h03.
O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental, e a polícia investiga se houve possível falha no atendimento ou complicações médicas relacionadas ao procedimento. Mariana era de Niterói (RJ), tomou posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023 e atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de três dias, e a AJURIS afirmou ter recebido a notícia com “profundo pesar e consternação pelo falecimento da juíza”.
