Meditação pode beneficiar memória e decisões, mas exige cuidados; entenda

A prática regular de meditação pode aumentar o volume e a densidade da substância cinzenta no hipocampo, área relacionada ao aprendizado e à memória, e fortalecer o córtex pré-frontal, ligado às decisões e às funções executivas. A neurologista Nancy Huang afirma que a atividade também pode reduzir a amígdala, estrutura associada às reações emocionais e ao estado de alerta.
O mindfulness, baseado na atenção plena à respiração e à experiência presente, é uma das modalidades disponíveis. Há ainda meditação guiada, transcendental e práticas com mantras, além de métodos inseridos em tradições religiosas e espirituais. Estudos citados pela especialista indicam resultados entre quatro e oito semanas de prática diária, com sessões que variam de cinco a 20 minutos.
A meditação não deve substituir psicoterapia, acompanhamento médico, medicamentos ou atividade física em casos de transtornos mentais. O psiquiatra Gustavo Giovannetti alerta que pessoas em crise aguda de ansiedade ou com transtorno de estresse pós-traumático podem sofrer desregulação emocional ao meditar sozinhas e devem buscar orientação profissional. Para iniciantes, um instrutor qualificado pode ajudar a lidar com dificuldades e ajustar as expectativas sobre a prática.
