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Messias avalia permanência na AGU após derrota no Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias

O advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda não definiu se deixará o cargo após ter o nome rejeitado pelo Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo aliados, não há decisão tomada até o momento, e o ministro passa por um período de avaliação.

Interlocutores afirmam que Messias pretende evitar decisões imediatas e analisar os desdobramentos da votação. A orientação é utilizar os próximos dias para avaliar o cenário político, em meio a desconfianças sobre articulações contrárias à indicação.

A rejeição ocorreu em votação secreta no Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis. O resultado gerou desconforto no Palácio do Planalto, onde há relatos de insatisfação com o posicionamento de parlamentares da base.

Nos bastidores, aliados apontam suspeitas de traição durante a votação, especialmente envolvendo integrantes da bancada do MDB. O partido integra a base do governo e possui uma das maiores representações no Senado. Veja postagem feita no X por Messias:

A base governista tenta identificar os votos contrários, mas o caráter sigiloso da votação dificulta a confirmação dos posicionamentos individuais dos senadores.

Messias, segundo relatos, demonstrou insatisfação com o resultado. Internamente, a rejeição foi recebida com preocupação por integrantes do governo federal.

O episódio representa uma derrota considerada inédita, sendo a primeira vez, em mais de um século, que uma indicação ao STF não é aprovada pelo Senado. O caso mais próximo ocorreu em 1894, com a indicação de Cândido Barata Ribeiro.

Diante desse cenário, Jorge Messias mantém a posição de não anunciar qualquer decisão imediata sobre sua permanência na Advocacia-Geral da União, enquanto acompanha os desdobramentos políticos.