Mulher morre após ataque de veado que criava há mais de uma década

A britânica Jodi Proger, 64 anos, morreu após ser atacada por um veado macho que criava havia 12 anos em sua propriedade de dois hectares. Ela ficou presa em um cercado quando o animal a atacou, e policiais precisaram abater o veado agressivo para conseguir alcançá-la. Jodi foi declarada morta no local, e os ferimentos não foram detalhados. “Familiares tentaram intervir e abater o animal antes da chegada da polícia”, disse o xerife do Condado de Belmont, James Zusack. “Tragicamente, a Sra. Proger não resistiu aos ferimentos.”
Jodi tinha longa experiência com cervos. Em 2013, ela resgatou um filhote após ver a mãe atropelada em uma rodovia de Ohio. “Eu não ia fazer isso, mas fiz”, contou ao site The Dodo. O cervo, batizado Wheezer, passou a viver como parte da família: “Ele sobe no sofá, assiste um pouco de TV e dorme ali”, disse Jodi, segundo a People. O animal era mantido com coleira ou em cercado quando não estava sob supervisão.
Após o ataque, a filha de Jodi, Jennifer Bryan, afirmou nas redes sociais que “Wheezer NÃO matou minha mãe”, explicando que o filhote resgatado havia sido castrado por exigência do Departamento de Recursos Naturais de Ohio (ODNR). Segundo ela, Jodi estava sozinha porque o marido se recuperava de um acidente de trabalho no hospital. Sem conseguir contato com a mãe, Jennifer enviou o próprio marido para procurá-la na propriedade.
“Ele descobriu que o cervo não estava preso e teve dificuldades para trancá-lo; o cervo quase quebrou as mãos do meu marido durante a luta”, relatou Jennifer. Ela afirmou ter orientado o marido a usar a arma caso fosse impedido de chegar à sogra: “Se houvesse um cervo no caminho, abatê-lo para chegar até minha mãe. Mantenho essa decisão.” Pouco depois, veio a confirmação da morte: “Tive que ligar para meu padrasto e contar que a esposa dele havia falecido”, escreveu. “Gritei e chorei pela minha mãe.”
