Os disparos de armas de fogo na perícia do caso de corretora morta por síndico

A Polícia Civil realizou disparos de arma de fogo durante a perícia que apura a morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, em um prédio de Caldas Novas, em Goiás. A reconstituição ocorreu na tarde de quinta-feira (30) e, segundo a Polícia Civil de Goiás, os tiros fazem parte dos testes técnicos para verificar se a versão apresentada pelo suspeito, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, é compatível com os vestígios do crime.
O delegado responsável pelo caso, André Barbosa, afirmou que os moradores foram avisados previamente sobre os disparos. “[Quero] esclarecer e querer tranquilizar a todos que serão feitos disparos de arma de fogo”, disse aos jornalistas antes do início da perícia. Ele ressaltou que a dinâmica do homicídio ainda não será divulgada. “A dinâmica do crime, como tudo isso aconteceu, não vai ser trazido agora por esse comunicado. A ideia da Polícia Civil é concluir essa investigação e trazer à imprensa com toda a dinâmica elucidada”, declarou.
A principal suspeita da investigação é de que Daiane tenha sido morta no subsolo do prédio e, em seguida, colocada na caçamba da caminhonete do síndico, que teria levado o corpo até uma área de mata. Segundo a polícia, toda a ação pode ter durado menos de oito minutos. Cléber confessou o crime, mas afirmou que houve apenas um “atrito” com a vítima. A defesa do síndico diz que ele colaborou com as autoridades. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foi preso temporariamente por suspeita de obstrução das investigações.
