Por que trabalhadores estão sem opções de almoço nos polos corporativos

O avanço do chamado “deserto alimentar corporativo” expõe uma contradição nos grandes centros urbanos brasileiros. Regiões economicamente ativas passaram a oferecer poucas opções acessíveis de alimentação para quem trabalha nelas.
A retirada gradual do tradicional Prato Feito abriu espaço para franquias e restaurantes de ticket médio elevado, tornando a refeição básica um desafio diário. Dados do IBGE sobre custo de vida mostram que a alimentação fora de casa está entre os itens que mais pressionam a inflação das famílias de menor renda.
Nesse cenário, trabalhadores recorrem cada vez mais às marmitas térmicas, movimento que levou o Dieese a acompanhar com mais atenção a relação entre o preço da cesta básica e o tempo necessário para o preparo doméstico. A lacuna deixada pelos restaurantes populares também impulsionou a ocupação do espaço público por ambulantes e food trucks informais.
