Presidente do BB cai em desgraça com Bolsonaro por anunciar desmonte do banco em momento inoportuno

Publicado em 13 janeiro, 2021 5:35 pm
Presidente do BB cai em desgraça com Bolsonaro por anunciar desmonte do banco em momento inoportuno . Foto: Agência Senado

De Vicente Nunes no Correio Braziliense.

A ala política do Palácio do Planalto já acendeu o fogo da fritura do presidente do Banco do Brasil, André Brandão. O movimento é claro no sentido de convencer o presidente Jair Bolsonaro a demitir o executivo. Bolsonaro não esconde o descontentamento com o indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Há pelo menos um mês já se observa, dentro do Planalto, algumas críticas ao presidente do BB. Mas, desde a manhã da segunda-feira (11/01), quando o banco publicou um fato relevante ao mercado anunciando seu mais novo processo de reestruturação, a frigideira na qual Brandão foi colocado teve o fogo aumentado.

O discurso, endossado por Bolsonaro, é o de que o presidente do Banco do Brasil escolheu o momento errado para anunciar a demissão voluntária de 5 mil empregados e o fechamento de 361 pontos de atendimento. Em meio à pandemia do novo coronavírus e com o desemprego atingindo mais de 14 milhões de pessoas.

Para piorar, a reestruturação do Banco do Brasil coincidiu com o anúncio da Ford de fechamento de todas as suas fábricas no Brasil. “Foi um desgaste político muito grande. Mostrou um governo totalmente insensível. Deu margem para todo tipo de crítica ao presidente, inclusive da base de apoio”, diz um integrante do Planalto.

(…)

O jornalismo do DCM precisa de você para continuar marcando ponto na vida nacional. Faça doação para o site. Sua colaboração é fundamental para seguirmos combatendo o bom combate com a independência que você conhece. A partir de R$ 10, você pode fazer a diferença. Muito Obrigado!