Salmões que “usam” cocaína nadam mais rápido e percorrem distâncias maiores; entenda

Salmões expostos à cocaína nadam mais rápido e percorrem distâncias maiores, segundo um estudo publicado na revista “Current Biology”. A pesquisa, feita na Suécia, analisou como a poluição por drogas e seus metabólitos presentes em rios e lagos pode alterar o comportamento de peixes em ambientes naturais.
Os cientistas implantaram cápsulas de liberação lenta em salmões de 2 anos, algumas com cocaína e outras com benzoilecgonina, composto produzido quando o organismo metaboliza a droga. Os peixes foram soltos no lago Vättern e monitorados por oito semanas. Os expostos à benzoilecgonina apresentaram comportamento ainda mais alterado, nadando quase o dobro por semana e se afastando cerca de 12,2 quilômetros a mais do ponto de soltura.
Pesquisadores afirmam que os resultados indicam que avaliações focadas apenas na cocaína podem subestimar os efeitos ecológicos de seus produtos de decomposição. Ainda não está claro se nadar mais rápido e mais longe prejudica diretamente os salmões, mas especialistas apontam que qualquer alteração no comportamento de peixes pode elevar gasto de energia e afetar sua adaptação ao ambiente.
