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Sargento pede Lei Magnistsky contra superiores após expulsão do Exército

Antonio Ésio de Sousa Cruz, sargento reformado do Exército. Foto: reprodução

Um sargento reformado, expulso do Exército em 2024, enviou uma denúncia formal ao Departamento de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC) solicitando a cassação de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra um general e um juiz militar. Antonio Ésio de Sousa Cruz acusa o general de divisão André Luiz Allão e o juiz militar federal Rodolfo Menezes de violação de direitos humanos e corrupção.

No documento, segundo o Metrópoles, o sargento alega que os oficiais promoveram uma perseguição política que resultou em sua expulsão e no cancelamento de sua pensão por invalidez. Sousa Cruz afirma ser diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), esquizofrenia e síndrome de Asperger. Ele aponta o general como “mentor da perseguição e corrupção significativa” e o juiz como “facilitador judicial da perseguição”.

A situação começou em 2022, quando Sousa Cruz foi preso por incitar e participar do apedrejamento do escritório de um advogado. Após a detenção, ele teria desacatado autoridades militares e foi condenado a dois anos e seis meses de prisão, além de perder a pensão. O sargento ficou preso por sete meses e diz ter sofrido risco de morte nesse período.

Como justificativa para o pedido de sanções, Sousa Cruz alega a prática de um “ato ilegal” para anular sua reforma por invalidez, já transitada em julgado pelo Superior Tribunal de Justiça em 2012. Ele afirma que a suspensão da pensão, sua única fonte de renda, levou sua família, que inclui seis filhos com TEA e uma mãe com Alzheimer, à “completa miséria financeira”.