Síndico preso que emboscou e matou corretora já tinha antecedentes criminais

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou ter assassinado a corretora Daiane Alves Souza em Caldas Novas, já havia sido preso anteriormente por adulterar a placa de um veículo para evitar multas. O episódio ocorreu em junho de 2022, quando ele admitiu à Polícia Militar ter colado fita isolante na placa do carro. Na ocasião, Cleber foi detido em flagrante, pagou fiança de R$ 1.212 e acabou liberado. O processo foi arquivado em maio de 2025.
De acordo com o g1, o histórico veio à tona após a prisão do síndico pela morte da corretora, que estava desaparecida havia mais de 40 dias. Cleber confessou o crime e levou a polícia até a área de mata onde abandonou o corpo, localizada às margens da GO-213, já no município de Ipameri. Após audiência de custódia, ele e o filho, Maicon Douglas, tiveram a prisão mantida, segundo o Ministério Público de Goiás.
O filho é investigado por suposta participação no assassinato e por atrapalhar as investigações. No dia do crime, ele publicou nas redes sociais uma foto relembrando uma viagem à praia. A defesa de Cleber afirmou que ele respondeu aos questionamentos na audiência e segue colaborando com as autoridades, enquanto a defesa de Maicon sustenta que o jovem não teve qualquer envolvimento com o crime.
De acordo com a Polícia Civil, Daiane e o síndico tinham um histórico de conflitos, incluindo denúncias por perseguição, interrupções de energia e agressões. O Ministério Público denunciou Cleber por stalking, com agravante de abuso de função, além de uma série de ações praticadas ao longo de cerca de dez meses antes do assassinato.
