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Síndrome do olho seco: como lidar com problema cada vez mais comum

Mulher usando colírio. Foto: reprodução

A síndrome do olho seco tornou-se um problema comum na vida moderna, especialmente para quem fica horas em frente a telas ou em ambientes com ar-condicionado. Mais do que um incômodo passageiro, a condição pode se tornar crônica se não for tratada. Os primeiros sinais incluem ardor, visão que oscila e sensação de areia nos olhos, indicando que o filme lacrimal não está cumprindo sua função.

A doença é multifatorial, afetando a superfície ocular e a qualidade da lágrima. “Quando o organismo produz menos lágrima ou ela evapora rápido demais, a córnea fica exposta e pode inflamar”, explicaram especialistas ao Globo. O resultado são olhos vermelhos, coceira e fadiga visual que pioram ao longo do dia, principalmente em tarefas que exigem concentração.

As causas são divididas em dois grupos: déficit de produção e evaporação excessiva. Fatores como diminuição do piscar diante de telas, ar-condicionado, vento e fumaça contribuem para o problema. Idade, doenças autoimunes e o uso de medicamentos como antidepressivos e anti-histamínicos também são fatores de risco.

Para evitar complicações, recomenda-se a regra 20-20, piscar conscientemente e umidificar ambientes. Casos persistentes exigem acompanhamento médico. “O objetivo é prevenir complicações como ceratite e manter a qualidade visual”, afirmaram os especialistas.