Vários homens são resgatados em situação análoga à escravidão

Local onde os trabalhadores dormiam
Foto: Reprodução

Na última terça-feira (17), dez trabalhadores foram resgatados de situação de trabalho análoga à escravidão. Eles foram encontrados trabalhando e vivendo em condições precárias. A ação de resgate foi feita pela operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, pela Inspeção do Trabalho em Conjunto com a Polícia Rodoviária Federal. O caso aconteceu no município de Santo Antônio do Descoberto, município do estado de Goiás.

De acordo com a operação de fiscalização, os homens foram encontrados em condições tanto de trabalho como de vida degradantes. Eles trabalhavam para uma empresa madeireira, onde atuavam na extração de madeira de eucalipto. Sete são migrantes da Paraíba, enquanto os outros três são residentes do Entorno da capital do país.

“No banheiro de uma das casas, não havia pia, descarga, nem água aquecida no chuveiro. Ressalte-se que é obrigação do empregador fornecer alojamentos adequados e gratuitos, principalmente quando forem necessários para a execução das atividades”, declarou a equipe de resgate. Além disso, eles bebiam, lavavam roupa e tomavam banho com a água do Rio onde era despejado o esgoto do local.

“Os trabalhadores estavam alojados em locais improvisados: duas casas sem móveis, extremamente sujas, dormiam em colchões e pedaços de espuma espalhados pelo chão, sem roupa de cama”, afirmou Marcelo Campos, auditor-fiscal do trabalho.

O empregador deverá pagar cerca de R$ 33 mil aos trabalhadores migrantes, os quais já retornaram ao município de origem, Cuité, na Paraíba. Os valores gastos com a viagem para o DF serão ressarcidos pelo empregador.

De acordo com a Ministério do Trabalho, as vítimas que tiverem cadastro no PIS receberam as guias de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, emitidas pela Inspeção do Trabalho. Cada trabalhador terá direito a três parcelas do seguro-desemprego especial, no valor de um salário-mínimo.

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Ezequiel Vieira:
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