Veneza cria pedágio urbano para turistas e muda a lógica do turismo na cidade

Veneza intensificou o controle do espaço público para conter o colapso da mobilidade urbana causado pelo turismo excessivo. Desde 2025, a cidade consolidou a cobrança do “Contributo di Accesso” para visitantes que não pernoitam, com valor que pode chegar a 5 euros em dias de pico. O acesso exige reserva prévia por QR Code no portal oficial, medida criada para regular o fluxo diário.
Em áreas críticas, como a Ponte de Rialto, foram implantadas zonas de “não permanência” para evitar bloqueios causados por fotos e selfies. Guardas utilizam apitos e avisos sonoros para manter o deslocamento contínuo. Desde 2024, grupos turísticos também passaram a ser limitados a 25 pessoas, com proibição de alto-falantes, reduzindo ruído e congestionamentos nas vias estreitas.
O modelo veneziano é acompanhado por cidades brasileiras como Paraty e Ouro Preto, que adotam restrições a veículos pesados e calendários de eventos em áreas tombadas pelo IPHAN. A estratégia marca a transição do “turismo de massa” para o “turismo de qualidade”, priorizando a preservação da infraestrutura urbana sobre o volume de visitantes.
