
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua total desaprovação à resposta dada pelo Irã sobre a proposta dos EUA para o fim da guerra, considerando-a “totalmente inaceitável”.
A resposta iraniana foi entregue ao Paquistão, que atuou como mediador, e relatada pela mídia iraniana, após uma série de discussões a respeito do futuro do conflito no Oriente Médio. No entanto, Trump não elaborou publicamente sobre os pontos específicos da proposta rejeitada, deixando claro apenas que o conteúdo enviado por Teerã não seria aceito.
“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘Representantes’ do Irã. Eu não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL! Obrigado pela atenção a este assunto. Presidente DONALD J. TRUMP”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
A resposta do Irã foi uma tentativa de resolver os principais pontos de conflito com os EUA, incluindo a remoção de sanções, a liberdade de movimento no Estreito de Ormuz e a liberação de ativos iranianos congelados.
Além disso, o Irã exigiu garantias de que não haveria mais ataques aéreos ou ameaças à sua soberania. Uma das condições do foi a gestão do Estreito de Ormuz por parte de Teerã, uma via de transporte vital para o petróleo mundial, e o levantamento de sanções econômicas, que vêm pressionando fortemente a economia iraniana.
No entanto, o Irã não fez concessões no que diz respeito ao seu programa nuclear, insistindo que as negociações sobre este tema ocorram em outro momento, o que mostra que a questão nuclear ainda é um ponto de atrito nas negociações com os EUA.
Enquanto isso, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã alertou contra um esforço planejado franco-britânico que visa apoiar a segurança marítima no Estreito após o fim das hostilidades. O presidente francês, Emmanuel Macron, respondeu dizendo que não se trataria de um desdobramento militar, mas de uma missão internacional para garantir a segurança da navegação quando as condições permitirem.
As tensões aumentaram sob a trégua, à medida que tanto os EUA quanto o Irã tentaram afirmar seu controle sobre o estreito de Ormuz. Em 4 de maio, Donald Trump lançou o que chamou de Projeto Liberdade, que deveria fornecer uma rota para fora do Golfo para os centenas de navios presos pela guerra.
O Irã, que fechou o estreito após o ataque inicial dos EUA e Israel em 28 de fevereiro, respondeu com ataques a embarcações navais dos EUA, embarcações comerciais e instalações de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, um aliado próximo dos EUA e de Israel.
Os ataques israelenses contra o Líbano continuam, com dezenas de mortes e danos significativos à infraestrutura do país, como bombardeios na província de Nabatieh, atingindo a estação de energia da região.