
Um vídeo antigo de Eduardo Bolsonaro voltou a circular nas redes sociais em meio à crise envolvendo o Pix, o governo dos Estados Unidos e a pressão comercial contra o Brasil. A gravação foi resgatada por internautas como exemplo do discurso entreguista do clã Bolsonaro, acusado por governistas de transformar interesses familiares em pauta internacional contra o próprio país.
No vídeo, Eduardo Bolsonaro aparece falando em sacrifício e em “queimar toda a floresta” ao comentar a estratégia de enfrentamento contra o que chama de “regime”. “Então, que seja com o menor sacrifício possível, mas, se for necessário, iremos sim nos sacrificar tudo e queimar toda a floresta”, disse.
No final do vídeo, o ex-deputado completou: “Quando você tem a verdade ao seu lado, você não precisa de muito.”
Volta a repercutir vídeo de Eduardo Bolsonaro falando em "queimar toda a floresta", se necessário
Declaração foi lembrada após taxação de Donald Trump ao Brasil por conta do Pix pic.twitter.com/aPimqpvpF4
— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) June 2, 2026
A fala voltou a ganhar peso depois que o Pix entrou no centro da nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. O sistema de pagamentos instantâneos foi citado por autoridades estadunidenses em meio a questionamentos sobre práticas comerciais brasileiras, enquanto o governo Lula afirma que o Pix é patrimônio nacional e não será colocado na mesa de negociação.
Integrantes da família Bolsonaro vêm defendendo e celebrando pressões externas cada vez mais intensas e autoritárias contra o Brasil. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos e já foi associado a pedidos de sanções contra autoridades brasileiras, enquanto Flávio Bolsonaro passou a ser cobrado por sua aproximação com o governo Donald Trump.
Nas redes, usuários relacionaram a fala de Eduardo Bolsonaro à tentativa de impor custos ao Brasil para favorecer o projeto político do bolsonarismo. A expressão “queimar toda a floresta” passou a ser interpretada como síntese de uma postura em que o prejuízo ao país aparece como aceitável diante do objetivo de atingir adversários e proteger Jair Bolsonaro e seus aliados.