Em defesa da família: fundador do MBL faz apologia ao tráfico, ao sexo grupal e ataca símbolos religiosos. Por Donato

Kataguiri e Pedro D’Eyrot, do Bonde do Rolê

O grupo fascistóide MBL, responsável pela onda moralista que já causou o fechamento da Queermuseu, o cancelamento de peças de teatro e instaurou um clima de paranóia em museus e patrocinadores acarretando em prejuízo e paralisações no meio cultural, poderia, em favor da coerência, pregar o boicote e até mesmo a extinção da banda Bonde do Rolê.

O líder do conjunto, Pedro D’Eyrot, é um dos fundadores do MBL. Esteve lá em Brasília, ao lado de seus coleguinhas kataguiris e também de Eduardo Cunha, botando pilha no golpe ao lado do grupo que arrota moral e bons costumes.

Mas seu lado artístico não coaduna com os ‘valores da família brasileira’.

Para convidar as pessoas a assistirem o clipe de sua música Vida Loka, ele postou nas redes sociais: “Vai ser o vídeo mais putanheiro e subversivo de toda a história dessa banda. Vai decorando a letra ‘Eu e meus amigo vamo abri uma padaria; não vai vendê pão pronto, só vai vendê FARINHA”.

De fato, a letra só fica nisso, e mesmo sucinta pode ser entendida como apologia ao tráfico, certo?

No vídeo sucedem-se cenas de ‘putaria’, consumo de drogas, sexo explícito, beijos entre gays, a dois, a três, festas de orgias.

Em determinado take, o anticorrupto Pedro D’Eyrot cospe no rosto de uma garota. O vídeo é proibido para menores no Youtube.

Em seus shows ao vivo, o Bonde do Rolê leva símbolos religiosos (católicos, veja você, amigo TFP) ao palco para servirem de cenário em atos libidinosos.

D’Eyrot (esq.) com os amigos do MBL em audência na Câmara

Quando esteve mais prolixo e conseguiu traçar mais do que as 3 linhas de Vida Loka, Pedro escreveu a letra de Tieta (até para dar título às músicas ele demonstra a que veio):

“Malandro tá ligado, cu de bêbado não tem dono

Deu mole no peludo eu viro, pego e como

Na hora do buraco eu não vejo diferença

Essa história de boiola pra mim é tudo crença

Se deu mole com a rosca

Chega aqui e leva vara

Vô entra até fedê merda

Cu é tudo igual, é buraco e rodela

Vale mais dois cu que uma buceta”

Como se vê, essa Tieta não tem nenhuma ligação com Jorge Amado ou Caetano Veloso.

Pedro D’Eyrot também poderia esclarecer se sente algum desconforto quando participa de festivais que recebem dinheiro da Petrobras, via Lei Rouanet, como o festival Bananada, produzido pela ‘A Construtora Música e Cultura’.

Nada menos que R$ 2,5 milhões foram captados para a edição que teve a participação do Bonde.

Por fazer parte da turma que tem na ponta da língua discursos mirabolantes de crítica a Chico Buarque e demais artistas ‘de esquerda’ que ‘mamam nas tetas’ de estatais, Pedro e companhia não deveriam ser fiéis ao liberalismo?

Não acham um despropósito utilizar dinheiro público para injetar em sem-vergonhices de artistas vagabundos?

Onde está a defesa do casamento e da família tradicionais, a proteção a crianças, adolescentes e jovens, cadê a luta contra o sexo pervertido e contra a ideologia de gênero?

Essa turma do MBL não vale o que come.