⁠VÍDEO – Padre indiciado pela PF ataca Daniela Lima por rir da queda de Bolsonaro: “Monstruoso”

Atualizado em 11 de janeiro de 2026 às 8:50
Padre José Eduardo Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube Padre José Eduardo

O padre José Eduardo de Oliveira e Silva criticou duramente a jornalista Daniela Lima, do UOL, pelo deboche em torno da queda de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República. O religioso afirmou que o gesto de Lima era “monstruoso”, acusando-a de falta de compaixão por ridicularizar a queda de um “político idoso, que caiu da cama, sofrendo comorbidades”. Para o padre, a reação de Lima não foi apenas uma piada inofensiva, mas uma “revelação da monstruosidade de uma alma totalmente corrompida”.

Ele ressaltou que “um cristão nunca ri da desgraça de ninguém” e foi além, dizendo que aqueles que agem de forma cruel “podem vir à igreja, se confessar, mas vão para o inferno”. A postura extrema do padre gerou reações diversas, sendo vista por muitos como um exagero.

O caso em questão aconteceu no programa UOL News, quando Daniela Lima, ao comentar sobre o acidente de Bolsonaro, perguntou: “Quem caiu da cama?”, deixando claro que se referia ao ex-presidente. Quando sua colega, Carla Araújo, não entendeu, Lima explicou: “Quem caiu da cama e teve um traumatismo craniano leve?”. O comentário gerou risos de Lima e do comentarista Ricardo Kotscho, que completou: “Caiu da cama e virou notícia”.

A crítica do padre José Eduardo, que foi compartilhada também no Instagram, recebeu apoio de alguns, mas também críticas pelas reação exagerada. Em suas palavras, o padre acusa a sociedade de um silêncio cúmplice diante de atitudes como a de Lima, afirmando que pessoas com essa postura são “filhos do inferno” por escolherem ser misericordiosos com uns e impiedosos com outros.

 

Post do Padre no Instagram. Foto: Reprodução

Quem é o padre José Eduardo?

O pároco é um velho conhecido do bolsonarismo. Natural de Piracicaba (SP), ele ganhou destaque nos últimos anos não apenas como sacerdote, mas também como figura influente e polêmica no cenário político. Ordenado em 2006 pela Diocese de Osasco, tornou-se presença constante nas redes sociais, onde reúne mais de 431 mil seguidores.

Sua atuação religiosa acabou sob questionamento após ser indiciado pela Polícia Federal em 2024, envolvimento na trama golpista que resultou nos ataques de 8 de janeiro e na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A PF apontou que o padre teria participado de uma reunião sobre o tema e que integrava o núcleo jurídico responsável por formular decretos e uma minuta que embasariam a tentativa de golpe.

Apesar do indiciamento, José Eduardo não chegou a ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acabou deixando seu nome fora da acusação formal.