10 perguntas sobre o golpe. Por Moisés Mendes

Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP

Publicado originalmente no blog do autor

1 – Quem anunciará nas redes sociais o golpe planejado por Bolsonaro, considerando-se que vivemos um tempo em que tudo precisa ser anunciado? Será pelo Twitter?

2 – O Congresso será fechado, e o governo passará a impor o golpe por decretos, medidas provisórias e atos institucionais?

3 – Haverá intervenção no Judiciário, para que os processos contra Bolsonaro e os filhos dele sejam engavetados?

4 – Bolsonaro continuará como líder? As Forças Armadas, conforme nota divulgada na sexta-feira, se submeterão a Bolsonaro como ditador, déspota e comandante supremo?

5 – Se um general assumir o comando do golpe, Bolsonaro será mantido sob controle, junto com os filhos e o Gabinete do Ódio, ou pode se transformar em rebelado contra o próprio golpe?

6 – Quem, além da oposição, da OAB, dos juristas e dos ministros do Supremo, irá reagir ao golpe? Haverá reação dentro das Forças Armadas? Os estudantes irão para as ruas?

7 – Os empresários irão apoiar o golpe, como fizeram em 64, participando inclusive do acobertamento de crimes de tortura e assassinatos?

8 – Será mantido o mesmo time de Bolsonaro, com os fundamentalistas, os terraplanistas e os negacionistas, ou os militares convocarão civis notáveis, para tentar imitar os generais de 64?

9 – Quem será o líder civil do golpe, o Lacerda de 2020, ou desta vez o poder será tomado apenas em nome dos militares?

10 – Por quanto tempo será mantido o golpe? Em 1964, os generais anunciaram que seria por um período curto. A ditadura durou mais de duas décadas. Hoje, os generais conseguiriam manter um golpe por um mês?

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