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CPMI do 8/1 convoca fotógrafo que virou alvo de bolsonaristas por cobrir os ataques

Foto de Adriano Machado mostra golpistas que invadiram antessala do gabinete do presidente no Planalto

Reunião fechada da CPMI do 8 de janeiro ocorrida nesta quinta aprovou a convocação do fotógrafo da Reuters Adriano Machado para depor.

É um absurdo completo que conta com a cumplicidade do presidente da comissão, Arthur Maia, que levou os requerimentos a votação a convocação foi aprovada.

O indescritível Magno Malta comemorou: “O fotógrafo da Reuters, Adriano Machado, que foi flagrado pelas câmeras fazendo um ensaio fotográfico da depredação do Planalto, acaba de ser convocado pela CPMI para prestar esclarecimentos. É mais um passo para descobrirmos quem de fato está por trás dos atos do dia 8 de janeiro”.

Nessa semana, Malta espalhou a mentira de que o delinquente que quebrou o relógio dado por Dom João VI era “infiltrado” e foi desmascarado por Eliziane Gama.

Machado é alvo de uma campanha de difamação pesada. Imagens do circuito interno são usadas para acusá-lo de colaborar com os golpistas. Antigas fotos dele de coberturas de eventos políticos servem para acusá-lo de petista.

Como repórter fotográfico, ele foi ao Congresso para cobrir o quebra-quebra. Era o único profissional da imprensa naquela cena.

Não há nenhum indício de que estivesse no Planalto antes dos ataques, como alega a extrema-direita.

Quando a cena em que ele aparece foi registrada por uma câmera de segurança, às 15h56 do dia 8 de janeiro, os bolsonaristas já haviam furado o bloqueio na Praça dos Três Poderes havia mais de uma hora, às 14h43.