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Time masculino de faculdade de medicina simula masturbação coletiva em jogo feminino na Intermed

Time de futsal da Unisa desfila de calças arriadas em jogo

Vídeos circulando nas redes mostram estudantes do curso de Medicina da Unisa, Universidade Santo Amaro, realizando um “punhetaço” durante o Intermed, torneio esportivo das faculdades de medicina do estado de São Paulo.

Nas imagens, um bando baixa o calção até os joelhos e desfila pela quadra de futsal, simulando um ato de masturbação. O episódio ocorreu durante uma partida de vôlei feminino da competição esportiva entre universidades, realizada de 2 a 9 deste mês.

O que o time de futsal de Medicina da Unisa fez no Intermed é nojento e mostra MUITO BEM como vem a nova geração de médicos e o quanto eu reclamava de estudar no mesmo campus com esse povo boçal e escroto! Que ódio. Não sei como as meninas jogaram enquanto aquilo acontecia”, escreveu uma mulher no X, antigo Twitter.

Ainda há dúvidas sobre a data dos vídeos. O crime de importunação sexual tem pena prevista de 1 a 5 anos de reclusão.

Matéria do Uol de 2022 mostrava que esse comportamento é tolerado e até estimulado na Unisa. Mensagens de WhatsApp divulgavam “regras de comportamento dos calouros nos torneios –os principais são o Pré-Intermed, em abril, e o Intermed, em setembro, competições esportivas entre alunos de faculdades de medicina”.

“A tradição dos bixos [sic] homens na abertura é correr pelado na quadra com as outras faculdades”, diz um dos participantes.

Há um histórico de trotes violentos. Segundo o Uol, alunos recebem um manual de regras ao entrar no curso de medicina. Mulheres não podem usar acessórios ou roupas decotadas e homens devem raspar o cabelo. A padronização serve para diferenciar calouros de veteranos. Os estudantes também são proibidos de permanecer em uma praça no campus.

Os hinos da atlética possuem versos machistas como “pegar as caipiras e comê-las no canto” e quem não sabe ou não quer cantar é punido. As agressões a calouros incluem tapas, socos, cuspe no rosto, humilhações públicas e nas redes sociais.

https://twitter.com/fraudecontabil/status/1702701850347082187