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Israel negocia com EUA e promete restabelecer fornecimento de água no sul de Gaza

Família de palestinos sentados sobre os escombros de um dos prédios destruídos em ataque aéreo de Israel em Rafah, na Faixa de Gaza, em 12 de outubro de 2023. Foto: Abed Rahim Khatib/Anadolu via Getty Images

O ministro de Energia de Israel, Israel Katz, anunciou neste domingo (15) que o país restabelecerá o fornecimento de água no sul da Faixa de Gaza. Segundo Katz, o acordo foi alcançado entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

A distribuição de água, energia e combustível para a região foi interrompida em 9 de outubro, quando Israel decretou um “cerco total” dois dias após o ataque sem precedentes do Hamas ao país. Na quinta-feira (12), Katz havia declarado que o bloqueio seria mantido até a libertação de reféns pelo Hamas.

O sul de Gaza é a área para onde milhares de palestinos, bem como cidadãos de outras nacionalidades, incluindo brasileiros, foram deslocados após a ordem de evacuação do norte de Gaza, também conhecido como Cidade de Gaza.

Escombros de um dos prédios destruídos em ataque aéreo de Israel na Faixa de Gaza. Foto: Reprodução

Com o esgotamento da água potável, a agência da ONU afirma que os palestinos em Gaza estão sendo obrigados a utilizarem água suja vinda de poços, o que aumenta o risco de transmissão de doenças.

Desde quando começou o cerco imposto por Israel, nenhuma ajuda humanitária é autorizada a entrar em Gaza, afirma a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA).

O ministro de Israel na ONU, Gilad Erdan, afirmou as ajudas humanitárias da ONU teriam parado na mão do Hamas  e de outros grupos, os fortalecendo ao longo dos anos. O ataque aos organismos internacionais foram uma resposta à condenação pública da ordem de evacuação da Palestina.

Até o momento, o conflito, que teve início após o ataque do grupo Hamas no sábado retrasado (7), já resultou em pelo menos 3.850 mortes, sendo 2.450 em território palestino e 1.400 em Israel.

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