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Calor e arrastão: a irresponsabilidade de Taylor Swift de adiar show em cima da hora

Taylor Swift em show da “Eras” Tour em Las Vegas

Milhares de pessoas que assistiriam ao show de Taylor Swift deixaram o estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro, no final da tarde deste sábado (18/11), a ver navios.

O show foi cancelado de última hora, depois que uma fã passou mal e morreu durante a apresentação da noite de sexta-feira.

O espetáculo que aconteceria neste sábado foi adiado para a próxima segunda (20/11). O anúncio foi feito nos alto-falantes do estádio já completamente lotado e recebido com vaias.

Todos os 60 mil ingressos foram vendidos quando, por volta das 17 horas, um organizador do evento deu a má notícia.

Cancelar uma apresentação desse tamanho com a plateia inteira dentro do estádio é uma irresponsabilidade enorme. Ao saírem, as pessoas ainda passaram por um arrastão.

Muitos se deslocaram de outros estados para ir ao Rio de Janeiro e não terão como estar lá na segunda-feira. A indenização, para quem procurar seus direitos, terá de ir além do preço do ingresso.

“Estou escrevendo isso do meu camarim no estádio. Foi tomada a decisão de adiar o show desta noite devido às temperaturas extremas no Rio. A segurança e o bem-estar dos meus fãs, colegas artistas e equipe técnica devem estar e sempre estarão em primeiro lugar”, escreveu Taylor Swift nas redes sociais.

O clima infernal estava previsto. Nada justifica a demora em decidir pela mudança de data. É para poupar a própria cantora de se apresentar num inferno, e não seus fãs.

A prefeitura se mexeu. O governo federal se mexeu. Mais cedo, caminhões pipa dos bombeiros fizeram atendimentos emergenciais e jogaram água nos fãs que aguardavam durante horas para entrar. Os termômetros chegaram a 42,5°C. Alguns saíram de ambulância após passarem mal.

A estudante de psicologia Ana Clara Benevides Machado, 23 anos, teve uma parada cardíaca e morreu na noite de sexta. A produtora do evento, Tickets For Fun, será investigada pelo MP sobre as condições do local, sem autorização para a entrada de garrafinhas de água e sem ventilação.

Ok, perfeito. Mas não pode sair barato para Taylor Swift, a segunda mulher mais rica da música segundo a Forbes, com patrimônio estimado em US$ 740 milhões — graças ao sucesso da turnê “Eras” e de fãs imoladas no altar de sua deusa.