Ex-ministro da Defesa pressionou Congresso contra TSE após reunião golpista com Bolsonaro

Atualizado em 12 de fevereiro de 2024 às 16:13
Ministro da Defesa foi ao Congresso minar TSE após reunião com Bolsonaro no Planalto. Foto: Divulgação

Após a polêmica reunião que expôs supostos planos de golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro, o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, compareceu à Câmara dos Deputados para questionar a integridade das urnas eletrônicas. Em um segundo momento, anunciou um plano de “votação paralela” em papel para as eleições de 2022.A reportagem é do Estadão.

Na reunião com Bolsonaro em julho de 2022, Nogueira afirmou que estava utilizando as Forças Armadas para questionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visando garantir a reeleição do presidente. Em seguida, classificou o TSE como “inimigo” e declarou que as Forças Armadas estavam sendo instrumentalizadas para questionar o processo eleitoral.

Paulo Sérgio Nogueira foi alvo da Operação Tempus Veritatis da Polícia Federal, sofrendo busca e apreensão e sendo impedido de deixar o país. Posteriormente, compareceu ao Congresso para anunciar planos de fiscalização e votação paralela.

Bolsonaro durante reunião no Congresso. Foto: Divulgação

Na audiência pública na Câmara, Nogueira defendeu a participação das Forças Armadas na fiscalização das urnas, utilizando como exemplo a vulnerabilidade dos sistemas eletrônicos. No entanto, membros da oposição reagiram, recusando-se a debater o assunto com o Ministro da Defesa.

Nogueira também apresentou a proposta de votação paralela no Senado, seguindo os discursos de Bolsonaro. Segundo ele, a proposta serviria como um “teste de integridade” das urnas eletrônicas, já que o TSE havia retirado as Forças Armadas da fiscalização das urnas em novembro do ano anterior.

Em outubro do ano passado, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o TSE sofreu assédio por parte de Nogueira, que enviava cartas diárias ao ministro Edson Fachin, então presidente do TSE.

Confira o que foi dito pelo Ministro da Defesa no video:

Participe de nosso canal no WhatsApp, clique neste link

Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 27 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.