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Caso Marçal: Polícia Civil vai periciar laudo falso após denúncia de defesa de Boulos

Pablo Marçal (PRTB) foi atendido por Luiz Teixeira da Silva Junior em março de 2023, médico também assina laudo entregue por candidato. Imagem: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil de São Paulo anunciou neste sábado (5) que realizará uma perícia no laudo falso divulgado pelo candidato Pablo Marçal (PRTB) sobre o suposto uso de cocaína de Guilherme Boulos (PSOL).  O delegado William Wong, do 89º DP (Portal do Morumbi), informou que a defesa do psolista registrou um boletim de ocorrência.

A perícia em questão irá comparar as assinaturas de documentos apresentados pela defesa de Boulos. Um desses documentos contém a assinatura real do médico em uma procuração, enquanto o outro é o laudo divulgado por Marçal. Essa comparação visa verificar a autenticidade das informações contidas no laudo e identificar possíveis irregularidades.

O delegado Wong também mencionou que serão ouvidos familiares do médico e o proprietário da clínica mencionada no documento falsificado. Esses depoimentos são essenciais para esclarecer a situação e determinar a veracidade das alegações apresentadas por Marçal em suas postagens.

Tatuagem mostra assinatura  verdadeira do pai de Aline Garcia, o médico José Roberto de Souza; o profissional, já morto, teve assinatura falsificada em laudo forjado de Marçal contra Boulos. Foto: TV Globo/Reprodução

Na sexta-feira (4), o influenciador Pablo Marçal publicou o laudo falso como parte de sua estratégia para vincular o candidato Guilherme Boulos ao uso de drogas. Desde a divulgação, várias evidências foram levantadas, apontando que o prontuário apresentado por Marçal foi forjado, levantando suspeitas sobre a credibilidade do candidato.

Boulos, conforme antecipou a coluna Mônica Bergamo, da Folha, solicitou à Justiça a prisão de Marçal por falsificação de documento, evidenciando a gravidade da situação e a preocupação com a integridade da campanha eleitoral.

Ainda na manhã de sábado, o juiz Rodrigo Marzola Colombini, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, classificou o laudo como falso e concedeu uma liminar que determina a exclusão imediata dos vídeos publicados em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube que faziam referência ao documento.