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Faculdade de medicina conhecia faixa que faz apologia ao estupro desde 2017

Calouros da Atlética de medicina da Faculdade Santa Marcelina posam com faixa que faz apologia ao estupro
Imagem: Reprodução/ Redes Sociais/Cedido ao UOL

A faixa com apologia ao estupro exibida por calouros da Faculdade Santa Marcelina durante o Intercalo 2024 (competição esportiva entre calouros de diferentes uiniversidades) reacendeu um alerta antigo.

Em 2017, o Coletivo Feminista Francisca já havia denunciado publicamente o teor misógino de um hino cantado por alunos da Associação Atlética Acadêmica Pedro Vital (AAAPV), apontando trechos que incitavam violência contra mulheres — inclusive a mesma frase usada na faixa deste ano. “A abolição da mesma [música] foi o mínimo a ser feito, tendo em vista seu conteúdo claramente violento e opressor”, declarou o coletivo na época.

Após a denúncia, a própria atlética e entidades esportivas baniram o hino e publicaram nota de repúdio.

Fachada da faculdade Santa Marcelina: a instituição tinha ciência da existÊncia da faixa desde 2017. Reprodução

A diretora acadêmica Lucimara Duarte Chaves, que ocupa o cargo desde junho de 2017, disse em depoimento à polícia que nunca havia tido conhecimento sobre o conteúdo da música.

O inquérito foi instaurado para apurar os episódios recentes envolvendo a universidade. Já a torcida Sangue Azul e Amarelo, suposta autora da música, só se manifestou agora, após o caso da faixa, repudiando “qualquer apologia ao estupro” e afirmando que não compactua com discursos de ódio.

A nova denúncia surgiu quando estudantes posaram para uma foto segurando uma faixa com a frase “entra porra escorre sangue”, antes de uma partida de handebol. A atlética inicialmente atribuiu a faixa aos calouros, mas após pressão interna, afastou o presidente e vice-presidentes da gestão 2025. Com informações do Uol.

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