
A Polícia Federal levantou suspeitas de vazamento na megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28/8) contra o PCC, que investiga lavagem de dinheiro em redes de combustíveis, fundos de investimento e fintechs. Dos 14 alvos com mandados de prisão, apenas seis foram detidos. Um dos investigados foi encontrado em uma lancha em Bombinhas (SC), enquanto outros oito permanecem foragidos.
Em Curitiba, a PF cumpriu mandado em um prédio de quatro andares apontado como “escritório do crime”. Segundo os investigadores, o local era usado por proprietários de postos de combustível envolvidos no esquema. Os agentes, porém, estranharam a ausência de computadores, já que a maioria havia sido retirada antes da operação.
Outro endereço chamou a atenção dos policiais: um fundo falso em uma parede escondia várias malas de viagem vazias. Para os investigadores, os indícios reforçam a suspeita de que os alvos tiveram acesso prévio às informações da operação.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou em entrevista que o alto número de fugitivos não é “estatisticamente normal”. Ele destacou que a hipótese de vazamento será investigada e que os relatos das equipes em campo ajudarão a esclarecer a situação. Com informações do Globo.
Mais cedo, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, classificou a ação como “a maior da história brasileira” contra o crime organizado nos setores de combustíveis e mercado financeiro. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as investigações alcançaram “o andar de cima do sistema”.
A ofensiva reuniu três operações conjuntas: Quasar, Tank e Carbono Oculto, envolvendo PF, Receita Federal e Ministério Público de São Paulo. Ao todo, 1.400 agentes cumpriram 350 mandados em sete estados, mirando empresas e pessoas físicas ligadas ao PCC.