MP-SP desarma plano do PCC para executar promotor de Justiça

Atualizado em 29 de agosto de 2025 às 11:51
Pistola e munição apreendida em residência de empresário preso por suspeita de participar em plano de assassinato de promotor, em Campinas, no interior de SP. Foto: Divulgação/PMESP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), em ação conjunta com a Polícia Militar, desarticulou nesta sexta-feira (29) um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, da região de Campinas.

Dois empresários ligados ao setor de transportes e comércio de veículos foram presos durante a operação batizada de Pronta Resposta. Eles foram identificados como José Ricardo Ramos e Maurício Silveira Zambaldi, o “Dragão”. Um deles foi detido no bairro Cambuí, área central da cidade, e o outro em um condomínio de luxo em Alphaville.

O juiz da 4ª Vara Criminal da Comarca de Campinas, Caio Ventosa Chaves, atendeu ao pedido do Ministério Público e expediu três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, todos cumpridos na manhã desta sexta-feira.

José Ricardo Ramos e Maurício Silveira Zambaldi, o “Dragão”. Foto: Reprodução

De acordo com as investigações, o promotor vinha conduzindo há meses um inquérito sobre crimes de organização criminosa armada, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Informações recentes indicaram que Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, teria articulado um plano para assassiná-lo em represália às investigações.

Mijão, considerado um dos líderes da sintonia final do PCC e incluído na lista dos criminosos mais procurados do Brasil pelo Ministério da Justiça, está foragido e pode estar escondido na Bolívia. Segundo a Promotoria, ele atua na negociação e logística de cocaína e pasta-base para abastecer o Brasil.

Sérgio Luiz de Freitas Filho, o Mijão, apontado como integrante da sintonia final do PCC. Foto: Reprodução

Ainda segundo a Promotoria, os envolvidos chegaram a financiar veículos, armamentos e a contratação de operadores para executar uma emboscada contra o promotor. As investigações prosseguem para identificar outros integrantes do esquema criminoso que vinha sendo articulado pelo PCC.

“Há poucos dias, foram coletadas informações que indicavam que um dos investigados estaria associado à liderança do PCC e, com o objetivo de prejudicar as investigações, teriam arquitetado e colocado em prática um plano para matar o promotor”, afirmou o Ministério Público.