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Furacão Melissa atinge categoria 5 e causa caos no Caribe; veja VÍDEOS

Rua intransitável inundada pelas chuvas causadas pela tempestade tropical Melissa em Santo Domingo, República Dominicana, na sexta (24). Foto: Ricardo Hernandez/AP

O furacão Melissa atingiu nesta segunda (27) a categoria 5, o nível máximo na escala Saffir-Simpson, e avança pelo mar do Caribe com ventos de até 260 km/h. O fenômeno, descrito pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) como “extremamente perigoso”, ameaça a Jamaica, Cuba e as Bahamas com chuvas torrenciais, marés de tempestade e inundações catastróficas. Melissa é o furacão mais forte a atingir diretamente o país em décadas.

O NHC informou que o furacão estava a cerca de 205 km ao sul-sudoeste de Kingston e deve tocar o solo jamaicano na madrugada de terça (28). Em seguida, deve seguir para Cuba e alcançar as Bahamas até quarta (29). A Jamaica decretou estado de emergência e iniciou evacuações obrigatórias nas cidades de Kingston e Porto Real. Cerca de 900 abrigos foram abertos e os dois aeroportos internacionais do país foram fechados.

Veja como os ventos têm afetado a costa da Jamaica:

“Muitas dessas comunidades não vão sobreviver a esta enchente. Kingston é extremamente baixa e nenhuma área está imune a inundações”, alertou o vice-presidente do Conselho de Gestão de Riscos de Desastres, Desmond McKenzie. Segundo o governo, algumas regiões podem registrar até um metro de chuva. O NHC também prevê até 40 centímetros de precipitação no Haiti, com risco de deslizamentos de terra e enchentes repentinas.

Autoridades já confirmaram ao menos quatro mortes relacionadas à tempestade, sendo três no Haiti e uma na República Dominicana. Em Cuba, as províncias de Granma, Santiago de Cuba, Guantánamo e Holguín estão sob alerta máximo de furacão, com previsão de até 51 centímetros de chuva. O país se prepara para marés de até quatro metros e evacuações nas áreas costeiras.

Veja os efeitos no Haiti:

Além dos efeitos climáticos, o avanço de Melissa pode afetar a frota militar dos Estados Unidos que opera na região do Caribe sob ordens do presidente Donald Trump. Dezenas de navios e aeronaves estão em patrulha marítima como parte da campanha de pressão contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

O impacto do furacão é agravado pela vulnerabilidade da região, que enfrenta simultaneamente um terremoto de magnitude 6,5 registrado a leste de Curaçao. O tremor ocorreu a 10 km de profundidade e, segundo o Serviço Geológico dos EUA, não gerou alerta de tsunami, mas contribuiu para o clima de instabilidade nas ilhas caribenhas.

A tempestade também causou estragos severos na República Dominicana, onde mais de 750 casas foram danificadas e cerca de 3.700 pessoas ficaram desalojadas. Escolas e repartições públicas foram fechadas em quatro províncias em alerta vermelho. No Haiti, o furacão destruiu plantações e interrompeu o acesso a dezenas de comunidades, agravando a situação de fome de mais de 5 milhões de pessoas.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) alertou que as enchentes comprometem colheitas e o abastecimento alimentar em um momento crítico. Segundo o diretor do serviço meteorológico jamaicano, Evan Thompson, “Melissa será lembrada como uma das tempestades mais devastadoras da história recente da ilha”.