“Papudinha”: conheça a prisão onde Bolsonaro ficará

Atualizado em 15 de janeiro de 2026 às 18:48
19º Batalhão da Polícia Militar, popularmente chamado de ‘Papudinha’, no Distrito Federal. Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido nesta quinta-feira (15) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. O local, conhecido como “Papudinha”, já foi utilizado por outras figuras públicas, como o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, que cumpriu pena no mesmo espaço no final de 2023, por sua ligação com os acontecimentos de 8 de janeiro.

A decisão foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O 19º Batalhão, com capacidade para 60 presos, é considerado uma unidade de segurança diferenciada, separada das áreas comuns da Papuda, destinada principalmente a policiais militares e pessoas de alto escalão, com infraestrutura mais adequada às necessidades de figuras públicas.

A Papudinha funciona de maneira distinta das outras unidades da Papuda, com um sistema mais seguro e monitorado. A estrutura conta com alojamentos equipados com sala, banheiro, cozinha e área para atividades físicas, além de um consultório médico que oferece atendimento semanal aos presos.

O batalhão possui oito celas, todas projetadas como alojamentos coletivos, que incluem banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala de convivência. De acordo com a Polícia Militar, todas as instalações passaram por reformas em 2020 para garantir melhores condições de funcionamento.

O ambiente foi projetado para garantir maior controle sobre os internos, sendo fiscalizado 24 horas por dia por policiais militares. A instalação, que também já abrigou outros detentos de relevância nacional, como membros da ex-cúpula da Polícia Militar do DF, é tida como uma unidade de maior conforto em comparação com as prisões convencionais.

Além disso, o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, onde o 19º Batalhão se encontra, também oferece instalações para advogados e consultas médicas internas, características que diferenciam ainda mais a unidade das demais.

Embora a “Papudinha” tenha sido considerada por algumas autoridades como uma opção de detenção mais adequada, o destino do ex-presidente ainda pode ser alterado, conforme decisões futuras do STF.

Durante o período de custódia, ele poderá contar com serviços de alimentação regular e com a possibilidade de receber alimentos trazidos por familiares ou advogados, em condições semelhantes às de Torres. A prisão domiciliar, embora cogitada, ainda não foi confirmada pelas autoridades.

Além de Bolsonaro e Torres, outras figuras como Benedito Domingos, ex-vice-governador do DF, e Francisco Araújo, ex-secretário de Saúde do DF, também passaram pela “Papudinha” em situações diversas, como fraudes e processos relacionados a fraudes de licitações.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.