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“Desânimo”: estudantes pedem anulação do Enem por suspeita de vazamento

Provas do Enem 2025. Foto: Angelo Miguel/MEC

A hashtag #AnulaEnem dominou as redes nesta quarta (19), alcançando o topo do X com cerca de 89 mil publicações. O movimento, puxado por candidatos inconformados com relatos de antecipação de questões, ganhou força após o Ministério da Educação (MEC) confirmar a anulação de três itens do segundo dia de prova.

A pressão digital cresceu a ponto de pautar o debate público e obrigar o governo a responder rapidamente aos questionamentos. Diante da repercussão, o Inep decidiu antecipar para esta quarta a divulgação do gabarito oficial e dos cadernos de questões.

O material foi publicado às 10h, um dia antes do previsto. A decisão veio depois de vídeos no YouTube exibirem perguntas muito semelhantes às que caíram no exame, gerando desconfiança entre os candidatos e abrindo espaço para pedidos de anulação total da prova.

As imagens em questão circularam dias antes do segundo domingo do Enem e mostravam itens apresentados como “possíveis questões”. Pelo menos cinco delas apareceram quase idênticas na avaliação oficial. Após apurar os relatos, o MEC decidiu anular três questões por precaução. Para evitar prejuízo aos candidatos, as demais 87 questões e a redação foram mantidas.

A Polícia Federal foi acionada para investigar a origem da divulgação. O principal apontado até agora é Edcley Teixeira, que se apresenta como estudante de medicina e vende serviços de consultoria. Ele teria participado de um pré-teste, etapa prevista na elaboração do Enem, e usado esse material como base para a live que viralizou. A corporação tenta identificar se houve quebra de sigilo ou conduta de má-fé.

Em entrevista à TVE do Ceará, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a anulação parcial foi necessária para garantir transparência e lisura. Ele reforçou que o Enem mantém uma estrutura de segurança consolidada e que a situação ocorreu por “ruídos nas redes sociais”.

Segundo o ministro, candidatos e familiares podem ficar tranquilos quanto ao conjunto da prova. O MEC explicou que o Enem utiliza a Teoria da Resposta ao Item, modelo que exige pré-testes com estudantes para calibrar o nível de dificuldade das questões.

Participantes dessas aplicações conhecem itens que podem, no futuro, integrar o exame. Todos os que passam nessa fase vão para o Banco Nacional de Itens, que abastece as provas de cada edição.

Nas redes, alguns candidatos se dizem injustiçados por terem estudado enquanto outras pessoas tiveram acesso a respostas da prova. Outros afirmam que mais de três questões foram vazadas antes do exame. Veja a repercussão:

https://twitter.com/marivestbulanda/status/1991136836589117644

https://twitter.com/anaquarianna/status/1990871009965015246