
Um Airbus A-319 da Conviasa, companhia estatal da Venezuela, realizou neste sábado (29) um voo entre Caracas e a região próxima à fronteira com o Brasil, segundo dados do ADSB Exchange. A aeronave, de matrícula YV2984, já foi usada por Nicolás Maduro em viagens oficiais e é classificada pelo site como “aeronave VIP do governo”. O registro mostra que o avião seguiu até Santa Elena de Uairén antes de retornar à capital venezuelana. Com informações da CNN.
O voo ocorreu em meio à intensificação da presença militar dos Estados Unidos no Caribe. A aeronave rastreada integra a frota oficial do regime venezuelano e foi incluída em março de 2020 na lista de sanções da Ofac, órgão do Departamento do Tesouro americano. Por integrar a relação de bens sancionados, o avião pode ser apreendido caso entre em território dos EUA ou de países aliados.
Não há indícios de que Maduro estivesse a bordo do voo. O analista Lourival Sant’Anna relatou que fontes civis e militares brasileiras não registraram qualquer contato do governo venezuelano.

A aeronave pousou no Aeroporto de Santa Elena de Uairén, a cerca de 250 km da fronteira com Roraima, em localidade cuja distância seria percorrida por terra em aproximadamente três horas. Após o pouso, a rota registrada indica retorno direto para a área de Caracas. O ADSB Exchange aponta que a aeronave manteve o padrão de identificação associado aos voos oficiais venezuelanos.
Donald Trump declarou neste sábado (29), na rede Truth Social, que o espaço aéreo “sobre e ao redor da Venezuela” pode ser considerado fechado. O governo venezuelano respondeu por meio do chanceler Yván Gil, afirmando que a fala representa uma ameaça ao espaço aéreo do país. O comunicado sustenta que a medida seria um “ato de agressão”.
A FAA alertou companhias aéreas americanas sobre riscos ao sobrevoar a Venezuela, citando atividade militar elevada dentro e ao redor do país. Após o alerta, o governo venezuelano revogou as autorizações de seis companhias internacionais que haviam suspendido os voos. Outras aeronaves da Conviasa também estão na lista de sanções dos Estados Unidos.