
Reprodução/Instagram @thiagoschultzoficial
O Instituto Médico-Legal de Sorocaba confirmou que Laís Angeli Gamarra sofreu agressões físicas na noite de sexta-feira (28). O laudo, emitido neste sábado, registra onze lesões distribuídas pelo rosto, braços, pernas e tronco, todas compatíveis com ação contundente. As marcas incluem escoriações e hematomas de até seis centímetros, identificados como recentes e compatíveis com tentativa de defesa.
O acusado é o influenciador Thiago Schutz, de 37 anos, conhecido como Calvo do Campari. Ele foi preso em flagrante na manhã deste sábado (29), em Salto, no interior de São Paulo, mas acabou liberado após audiência de custódia. De acordo com o documento, as lesões não têm características acidentais e reforçam o relato de agressão feito pela vítima.
A perícia aponta que algumas marcas aparecem em regiões típicas de proteção corporal, como antebraços e mãos, indicando reação da vítima durante o episódio. Embora classificadas como lesões corporais de natureza leve do ponto de vista técnico-legal, os peritos ressaltam que isso não reduz o impacto físico e emocional causado. O 1º Distrito Policial de Salto conduz a investigação e deve avançar para novas oitivas e medidas com o laudo técnico em mãos.
A defesa de Thiago Schutz afirmou, em nota, que o influenciador está colaborando com a Justiça e cumprirá todas as determinações legais. Os advogados informaram ainda que ele não comentará o caso até a conclusão das investigações. O relatório pericial foi requisitado pela polícia como passo essencial no andamento da apuração.
Lembram do redpill conhecido como Calvo da Campari? Pois é, o tal Thiago Schutz foi preso por agredir a namorada. Mais um boy lixo covardão desmascarado. pic.twitter.com/F5QKyp2GGA
— GugaNoblat (@GugaNoblat) November 29, 2025
A 24ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Sorocaba divulgou nota de repúdio classificando a conduta atribuída a Schutz como “covarde, brutal e absolutamente intolerável”. A entidade afirmou que a violência fere a dignidade, a integridade física e psicológica da vítima e compromete sua liberdade profissional. A OAB designou uma representante para acompanhar Laís durante todo o processo policial e judicial.
Segundo informações registradas no boletim, a agressão teria ocorrido após a vítima recusar manter relações sexuais. A entidade destacou que acompanha o caso para evitar que o episódio seja invisibilizado e reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, reforçando que não há espaço para violência, intimidação ou abuso.
