
A Polícia Federal pediu a prisão do senador Weverton Rocha (PDT-MA) na nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18), mas o pedido foi negado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado autorizou apenas mandado de busca e apreensão contra o parlamentar, conforme informações do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles.
Líder do PDT no Senado e aliado do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), Weverton tornou-se alvo após as investigações apontarem ligações entre pessoas de seu entorno e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores do esquema de fraudes em descontos previdenciários.
Além do mandado de busca e apreensão contra Weverton, a PF prendeu Adroaldo Portal (PDT), então secretário-executivo do Ministério da Previdência. Após a prisão, o ministro Wolney Queiroz determinou sua exoneração. Portal havia sido assessor de Weverton no Senado.
Adroaldo Portal foi assessor de Weverton no Senado e recebeu o Careca do INSS em uma reunião secreta dentro do Ministério da Previdência Social. O lobista estava acompanhado de Gustavo Gaspar, braço direito do parlamentar.

Churrasco na casa do senador
Weverton passou a ser citado nas apurações após assessores e pessoas ligadas ao seu entorno aparecerem nas investigações da PF e da CGU. Segundo os investigadores, o “Careca do INSS” já esteve com o senador.
Em depoimento à CPI do INSS, Antunes afirmou ter participado de um churrasco na casa de Weverton, ocasião em que teria tratado apenas da regulação do mercado de derivados de cannabis, sem relação com descontos previdenciários.
O operador também disse que esteve no gabinete do senador em outras ocasiões, mas que não conversou diretamente com ele. Segundo Antunes, o contato teria sido com Adroaldo da Cunha Portal, à época assessor de Weverton, novamente para tratar do mercado de cannabis.
As investigações alcançaram ainda Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador, que teria assinado uma procuração para movimentação de contas bancárias entregue a Rubens Oliveira, apontado como operador dos descontos irregulares.