
O pastor Silas Malafaia divulgou um vídeo nas redes sociais em que declara apoio à formação de uma chapa presidencial com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Michelle Bolsonaro como vice.
O pastor declara que, no cenário atual, considera Tarcísio de Freitas o nome com maior viabilidade eleitoral e defende Michelle Bolsonaro como vice. “Para mim, agora, nesse momento, o melhor candidato é o Tarcísio, que tem musculatura política, e Michelle como vice”.
No início do vídeo, Malafaia afirma que “todo extremismo é burro, seja de direita ou de esquerda”, e diz que decisões políticas baseadas em “paixão” comprometem estratégia e articulação. Segundo ele, a política não pode ser tratada como “clube de futebol”.
Ao abordar sua relação com Jair Bolsonaro, Malafaia relata episódios em que atuou em defesa do ex-presidente durante momentos de tensão institucional. Ele menciona manifestações realizadas no primeiro semestre e declara ter feito críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em discursos e vídeos.
O líder religioso extremista também afirma ser alvo de apurações e tentativas de inclusão em inquéritos, dizendo enfrentar medidas que, segundo ele, teriam o objetivo de intimidação. No vídeo, Malafaia pede respeito à sua trajetória e diz ter histórico de atuação política anterior aos embates atuais.
Em outro trecho, Malafaia relembra a eleição municipal de São Paulo e declara ter se posicionado contra Pablo Marçal. Ele afirma que, à época, foi alvo de ataques e acusações falsas, inclusive envolvendo supostos repasses financeiros, que nega.
Ao tratar do cenário eleitoral nacional, Malafaia separa Jair Bolsonaro de seus familiares e afirma que “isso não é herança de negócio”. Segundo ele, o debate deve considerar viabilidade política e alianças partidárias.
O pastor critica a atuação do senador Flávio Bolsonaro ao tratar publicamente de decisões envolvendo o pai e afirma que o parlamentar “não tem musculatura política” para disputar a Presidência da República neste momento.
Malafaia sustenta que a direita não vence eleições sem alianças com partidos de centro. Ele cita exemplos de ministros de centro que integraram o governo Bolsonaro e afirma que acordos políticos são parte do sistema eleitoral brasileiro.