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Lula bate martelo e decide quem substituirá Rui Costa na Casa Civil

Lula e Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil. Foto: Cristiano Mariz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já definiu como pretende conduzir a Casa Civil diante da saída anunciada de Rui Costa para disputar as eleições de 2026. Segundo Robson Bonin, da Veja, a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá a “gerência” do governo no período de afastamento do ministro.

Belchior é o número dois da Casa Civil e integra o núcleo político do Partido dos Trabalhadores. Com trajetória consolidada na administração pública, ela já ocupou o cargo de ministra do Planejamento durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, experiência considerada estratégica pelo Planalto para manter o funcionamento do centro decisório do governo sem rupturas.

Rui Costa está na lista de ministros que devem deixar seus cargos até março do próximo ano para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral.

No caso do chefe da Casa Civil, a expectativa é que ele se dedique à campanha ao Senado pela Bahia. A data exata de sua saída ainda não foi oficializada, mas a movimentação interna no governo indica que a transição já está em curso.

Miriam Belchior, que deve assumir a Casa Civil em 2026. Foto: reprodução

De acordo com informações do jornal O Globo, a escolha de Miriam Belchior segue uma diretriz definida por Lula para o período pré-eleitoral. A orientação é que secretários-executivos assumam interinamente os ministérios cujos titulares se afastarem para concorrer a cargos eletivos. A estratégia busca evitar descontinuidade administrativa e preservar o ritmo de execução de projetos considerados prioritários.

Ao manter os atuais números dois no comando das pastas, o Palácio do Planalto avalia que reduz disputas políticas internas e garante maior previsibilidade na condução das políticas públicas. A Casa Civil, em particular, é vista como peça-chave na articulação entre ministérios, no acompanhamento de obras e no controle da agenda presidencial.

A saída de ministros para disputar as eleições será um dos temas centrais da última reunião ministerial de 2025, marcada para esta quarta-feira (17).

A expectativa é de que cerca de metade dos ministérios passe por mudanças até abril, prazo final para a desincompatibilização. Além de Rui Costa, devem deixar o governo titulares de áreas estratégicas como Fazenda, Cidades, Transportes, Integração Nacional e Previdência Social.

No encontro, Lula também deve reforçar aos auxiliares a orientação de concentrar esforços nos primeiros meses de 2026, antes das saídas formais, em entregas concretas da gestão petista.

A ideia é intensificar inaugurações, programas e anúncios em todas as regiões do país, criando um ambiente político mais favorável para os aliados que disputarão as eleições.