
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que os Estados Unidos bombardearam uma instalação que funciona como “fábrica” de cocaína na Venezuela. A declaração foi feita nas redes sociais, sem apresentar a data do ataque.
“Sabemos que Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo; tememos que lá misturem pasta de coca para produzir cocaína e se aproveitem da localização de Maracaibo à beira-mar”, escreveu Petro no X. O presidente colombiano sugeriu que a proximidade com o litoral facilitaria o escoamento da droga.
Até agora, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou apenas um ataque contra um porto em território venezuelano. Segundo ele, o local seria usado para o carregamento de drogas destinadas ao tráfico internacional.
De acordo com a CNN, a operação foi conduzida pela CIA, por meio de um ataque com drone contra uma instalação portuária associada à organização criminosa Tren de Aragua. O objetivo seria atingir um ponto de armazenamento e transferência de drogas para embarcações.
Resulta que muchas lanchas atacadas con misiles, como está pasando en las incautaciones.que hacemos en Colombia o, con ayuda nuestra fuera de Colombia, no llevaban cocaína sino cannabis.
Problema paradójico: en EEUU, en muchísimas partes es legal. Y el Congreso de Colombia no… https://t.co/EJb6yxZKat
— Gustavo Petro (@petrogustavo) December 30, 2025
Ainda segundo fontes ouvidas pela emissora, ninguém estava presente no local no momento do ataque, e não houve registro de feridos ou mortos. O episódio ocorre em meio à escalada de tensão entre Washington e Caracas.
A crise se intensificou em agosto, quando os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro. Desde então, os EUA enviaram aeronaves, tropas e um grupo de ataque de porta-aviões para o Caribe, sob o argumento de combater o narcotráfico.
Além das ações militares, o governo Trump impôs um bloqueio a petroleiros venezuelanos sancionados e apreendeu um navio próximo ao país, medida classificada pelo regime de Maduro como “roubo descarado” e “ato de pirataria internacional”.