Bolsonaro acerta quadra na Mega da Virada apostando no número 13, diz irmão

Atualizado em 2 de janeiro de 2026 às 7:48
Jair e Renato Bolsonaro. Foto: reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria participado de um bolão da Mega-Sena da Virada mesmo enquanto estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e, segundo seu irmão, acabou acertando a quadra do sorteio realizado na quinta-feira (1º). A informação foi divulgada por Renato Bolsonaro, que afirmou ter feito a aposta junto com o ex-presidente e com Mosart Aragão Pereira, ex-assessor de Bolsonaro.

Segundo Renato, os três acertaram quatro dos seis números sorteados, entre eles o “13”, número historicamente associado ao PT nas eleições. O bilhete divulgado nas redes sociais mostra que a aposta foi registrada no dia 20 de dezembro, período em que Bolsonaro já se encontrava sob custódia da Polícia Federal.

Na ocasião do sorteio, o ex-presidente estava internado em um hospital de Brasília, onde deu entrada no dia 24 para a realização de cirurgias e tratamento de crises persistentes de soluço.

A aposta do trio integra o grupo de 308.315 bilhetes premiados com a quadra na Mega da Virada. De acordo com a Caixa Econômica Federal, cada uma dessas apostas receberá R$ 216,76.

Bolsonaro de volta à prisão

Bolsonaro recebeu alta hospitalar na própria quinta-feira (1º) e retornou à sede da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. A defesa havia solicitado que ele permanecesse internado até a análise definitiva de um pedido de prisão domiciliar de natureza humanitária, mas o requerimento foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na decisão, Moraes afirmou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de afastar os fundamentos de negativas anteriores. Segundo o ministro, os laudos médicos indicam melhora do quadro clínico do ex-presidente após a realização das cirurgias eletivas.

“O quadro clínico é de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas”, escreveu ao rebater os argumentos apresentados pelos advogados.

Antes de deixar o hospital, um carro com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou pelo local. Ela acenou para um grupo de cerca de dez apoiadores, que vestiam roupas com a bandeira do Brasil e entoavam palavras de ordem contra o presidente Lula, além de pedidos pela libertação de Bolsonaro. Um dos manifestantes carregava uma bandeira de Israel.

Bolsonaro havia sido internado para a correção de uma hérnia inguinal bilateral e, posteriormente, passou por procedimentos adicionais para tratar crises de soluço. Entre eles, o bloqueio anestésico do nervo frênico, realizado de forma bilateral em dias distintos.

O nervo frênico é responsável pelo controle dos movimentos do diafragma, e sua contração involuntária provoca o soluço. O bloqueio é indicado em casos persistentes, quando medicamentos não apresentam resposta satisfatória, e não causa paralisia permanente nem compromete de forma definitiva a respiração.

Mesmo com os cuidados médicos, Moraes destacou que todas as prescrições podem ser cumpridas dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde há plantão médico e acesso a profissionais indicados pela defesa.

O ministro também reiterou que seguem ausentes os requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, citando “reiterados descumprimentos de medidas cautelares” e “atos concretos visando à fuga”, incluindo a destruição dolosa da tornozeleira eletrônica.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.